Wall Street volta às fortes perdas. Dow Jones cai mais de 4%

De acordo com resultados provisórios da sessão, o Dow Jones Industrial Average, principal índice da bolsa nova-iorquina, perdeu mais de mil pontos.

Reuters

A bolsa de Nova Iorque encerrou hoje com fortes perdas e o índice Dow Jones caiu mais de 4%, após uma sessão de grande volatilidade.

De acordo com resultados provisórios da sessão, o Dow Jones Industrial Average, principal índice da bolsa nova-iorquina, perdeu mais de mil pontos (-4,16%) e ficou em 23.858,83 pontos.

O índice alargado S&P 500 cedeu 3,75% para 2.581,10 pontos e o índice Nasdaq, dominado pelo setor tecnológico, perdeu 3,90% para 6.777,16 pontos.

Índices recuperam mas voltam a cair

Depois do sell-off de segunda-feira (com a maior queda intraday de sempre do Dow Jones), os principais índices norte-americanos começaram a recuperar terça-feira. No entanto, esta quarta-feira os três índices voltaram a fechar no vermelho. No meio do sobe e desce, o índice de volatilidade VIX chegou a atingir máximos de agosto de 2015 (31 pontos), mas já negoceia nos 26,7 pontos esta quinta-feira.

“Apesar de a volatilidade dos mercados ter estado a acalmar nos últimos dias, continua em níveis muito elevados, provavelmente um sinal do nervosismo atual entre os investidores, que pode deixar os mercados vulneráveis a mais quedas”, explicou o analistas sénior de mercados da Oanda, Craig Erlam, à Reuters.

A atenção dos investidores também se virou para a Reserva Federal norte-americana, com várias declarações de líderes. O presidente da Fed Dallas, Robert Kaplan, afirmou esta quinta-feira, que a volatilidade do mercado não era suficiente para alterar os planos da Fed de subir três vezes os federal funds rates este ano.

O presidente da Fed Minneapolis, Neel Kashkari, e o presidente da Fed de Kansas, Esther George, também vão discursar ainda esta quinta-feira.

Quarta-feira, William Dudley, presidente da Fed Nova Iorque, desvalorizou a queda de Wall Street na passada segunda-feira e disse esta que não alterou as previsões macroeconómicas. Este tipo de correções selvagens “não são uma grande preocupação” para os bancos centrais, disse.




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