Venezuela outra vez a ferro e fogo

Manifestações contra Nicolás Maduro e contra o Supremo Tribunal vão continuar. A violência está cada vez mais presente nas ruas de Caracas.

O governo e apoiantes de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, e a oposição continuam a extremar posições, numa espiral de violência que já contabiliza dezenas de feridos e deixou o país numa posição económica cada vez mais próxima da ruptura. A oposição clama por eleições presidenciais, enquanto que Maduro se recusa a aceitar – no que é apoiado pelo Supremo Tribunal, cheiod e juízes ali colocados pelo governo. A contestação ao Supremo é, aliás, a nota mais saliente das manifestações que têm enchido as ruas da capital, Caracas, e algumas das cidades mais importantes do territóio.

Os próximos dia sserão cruciais, segundo a imprensa local, para se perceber quem é que, neste estado extremo de confronto, terá a força suficiente para impor a sua opinião. Maduro tem vindo a perder apoios internacionais – depois de, há alguns meses, ter dado indicações que faziam crer que optaria pela via democrática. Foi esse, pelo menos, o entendimento quer do Vaticano quer de Cuba, dos dos estados que mais contribuíram e se empenharam no reestablecimento da paz na Venezuela.

Mas, com a evolução para a violência da vida no interior das fronteiras e a manutenção de todos os impasses anteriores entre governo e oposição, as autoridades externas parecem estar a perder a paciência. O próprio secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luís Almagro, tem subido a dureza das suas intervenções sobre a Venezuela, tendo dito já esta semana que está preocupado com o rumo que Maduro está a impôr à crise do país, que se arrasta há mais de um ano.

As manifestações contra o governo e o Dsupremo Tribunal devem continuar ao longo do dia de hoje e do resto da semana – numa evolução que está a perder contornos definidos: as manifestações anti-Maduro são cada vez mais espontâneas, não obedecendo já a qualquer agenda da oposiçã, concentrada no MUD, Mesa da Unidade Democrática.



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