Venezuela: Cáritas alerta para aumento de desnutrição aguda em crianças até 5 anos

Alarmante aumento da desnutrição no país levou a organização a pedir ao Governo que tomasse medidas. Os estudos foram realizados em quatro estados - Zulia, Caracas, Miranda e Vargas - e em 29 paróquias.

REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

A diretora da Cáritas na Venezuela alertou hoje, em Roma, para o problema da desnutrição aguda em crianças até cinco anos. Um problema que, segundo os últimos estudos realizados pela organização, está a “aumentar perigosamente”.

Janeth Márquez, a diretora da organização explicou que a razão de se ter realizado tal estudo sobre a desnutrição foi “porque as pessoas estão a chegar aos serviços da organização sem medicamentos, desmaiam e estão a perder muito peso”, cita a Lusa, divulgada pelos meios de comunicação.

Os estudos foram realizados em quatro estados – Zulia, Caracas, Miranda e Vargas – e em 29 paróquias e, os resultados “alarmantes nos estudos sobre a desnutrição aguda em crianças dos zero aos cinco anos”, levaram a Cáritas a enviar ao Governo “algumas recomendações e pedir algumas políticas públicas especiais”.

No entanto, “o Governo nunca deu resposta”, lamentou a responsável.

Entre outubro e dezembro de 2016, “a desnutrição aguda era de 8,9% quando os números oficiais apontavam para apenas 3%. O segundo boletim foi em janeiro e fevereiro deste ano e apontava para 10% e o último de março 11,1%”, disse Janeth.

“A Cáritas explicou ao governo que tinha implementado um serviço direto às crianças com vitaminas, ferro, água potável segura e cuidados médicos, mas só chegaram a 3% da população”, disse Márquez, assumindo que a única solução para o problema é “o governo declarar que existe uma crise humanitária”.

“No entanto, as autoridades dizem que não há crise humanitária, porque têm possibilidade de responder a ela. Mas, não há alimentos, nem medicamentos e as pessoas estão a sofrer”, salientou a diretora.

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