Venezuela: a oposição não vai sair das ruas

Freddy Guevara, da Assembleia Nacional que Maduro quer extinguir, exortou a oposição a permanecer nas ruas e a recusar a violência.

O primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Freddy Guevara, quer que os opositores ao regime de Nicolas Maduro continuem nas ruas. Esta semana, os opositores – e apoiantes da Assembleia Nacional que o presidente quer substituir por uma Constituinte sem recorrer a eleições – ocuparam as principais ruas da capital por mais de 12 horas seguidas, dando mostras de uma resiliência que ainda não tinha sido posta à prova.

Agora, a intenção da oposição é, como disse Guevara, manter a pressão nas ruas. Mas de uma forma pacífica: “a resistência não-violenta é necessária”, escreveu na sua conta do Twitter, para exortar a oposição a não responder com violência à violência que costuma acompanhar as cargas policiais contra as manifestações da oposição a Maduro. Freddy Guevara disse ainda que “a ditadura moribunda só vencerá se deixarmos a rua ou partirmos para a violência”.

A resposta do regime não se fez esperar: Mayerlin Arias, dirigente de uma associação de jovens ‘revolucionários’ disse que a denominada Assembleia Nacional Constituinte convocada por Nicolás Maduro “abre as portas aos jovens que se encontram nas ruas a protestar”.

Mayerlin Arias qualificou de irresponsável a pretensão da oposição em encher as ruas de protestos e afirmou que, nesse quadro, a violência é mais que provável. “A Constituinte é uma grande oportunidade para os jovens de qualquer partido político colocarem sobre a mesa os modelos e poder debatê-los”, disse num programa de rádio”.

A Mesa de Unidade Democrática (MUD), que concentra a oposição a Maduro e era maioritária na Assembleia Nacional, tem-se recusado a participar na comissão, presidida por Elías Jaua, que está a ‘fabricar’ a nova Constituinte.



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