Uma CETA apontada à Europa

Acordo é considerado pela esquerda europeia como um ataque às pequenas e médias empresas e aos consumidores europeus.

Kieran Doherty/Reuters
Kieran Doherty/Reuters

O Acordo Abrangente de Comércio e Economia entre o Canadá e a União Europeia (CETA) foi aprovado no Parlamento Europeu (408 votos a favor, 254 contra e 33 abstenções), mas falta ainda ser ratificado pelos parlamentos nacionais. E não é líquido que isso venha a suceder: os partidos de esquerda consideram que o acordo – tal como sucede, aliás, com acordo semelhante em negociação com os Estados Unidos – abre as portas ao livre entendimento entre as grandes multinacionais, deixando de lado os interesses das pequenas e médias empresas e dos consumidores.

Em Portugal, o PAN divulgou um comunicado em que afirmava que o acordo é “um retrocesso no projecto social e igualitário da União Europeia”, que “dará mais força aos movimentos populistas e anti-Europa, tal como favorecerá o nacionalismo no continente europeu”, nomeadamente porque foi “debatido a portas fechadas, circunscrito a uma elite de burocratas e entidades corporativas”.

Desde o início das negociações que os acordos com a América do Norte têm merecido as maiores reservas por parte dos partidos mais à esquerda dos espectros nacionais – o que não foi o caso, em Portugal, tanto do PSD como do CDS, mas também do PS, cuja família política europeia votou a favor no Parlamento Europeu.

O novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump têm também mostrado muitas reservas em aceitar este tipo de acordos – não pelas razões da esquerda europeia, mas porque tem um conceito muito mais proteccionista da economia doméstica do que o que acontecia durante a presidência de Barack Obama.

Jean-Caude Juncker, presidente da Comissão Europeia, está nos antípodas: “o presente acordo progressivo representa uma oportunidade para moldarmos a globalização e influenciarmos o estabelecimento de regras comerciais globais. O melhor exemplo disto é o trabalho que já estamos a desenvolver com os nossos amigos canadianos para estabelecer regras multilaterais para lidar com questões de investimento”, disse no final da votação. Os debates nacionais deverão agora ocorrer rapidamente.

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  • anónimo

    Não será antes “seta apontada a Portugal”. Ceta é uma casta de uva vermelha…

    • P.R.

      CETA são as siglas do acordo…

    • carlos branco

      o jornalista queria dizer ceita

  • Os últimos anos de “união europeia”.

  • Pesquisem por: “Manual Católico, formação, confirmação e convite a verdadeira conversão.” A verdade é apenas uma, as heresias que são muitas. Jesus quando se referiu, se quando ele viesse na sua segunda volta encontraria fé no mundo. Jesus não se referia aos cismáticos, aos hereges protestantes ou a falsa fé católica criada a partir do Concílio Vaticano segundo, Jesus falava da verdadeira e tradicional FÉ católica que está quase extinta e que é guardada e praticada por muito poucos, a qual é o único caminho de salvação para as almas. O MANUAL CATÓLICO AJUDA VOCÊS GRATUITAMENTE.