Uber sob investigação criminal por causa de software para fugir às autoridades

A plataforma de transporte de passageiros utiliza o “Greyball”, que auxilia na identificação e na evasão às autoridades.

REUTERS/Toby Melville

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América deu início a uma investigação criminal sobre o uso de uma ferramenta de software que ajuda os seus motoristas a fugir aos reguladores de transporte locais, avançou esta sexta-feira a Reuters, citando duas fontes ligadas ao caso.

A plataforma de transporte de passageiros utiliza o “Greyball”, que auxilia na identificação e na evasão às autoridades governamentais que estavam a tentar impedir a empresa de poder operar em áreas onde o seu serviço ainda não tinha sido aprovado, como Portland ou Oregon, informa ainda a agência noticiosa. Os advogados da empresa informaram as autoridades de Portland que o “Greyball” foi utilizaram de forma “excessivamente” moderada na cidade, ainda antes de o serviço ter sido regularizado.

A Uber não comenta esta acusação mas também não negou a utilização desta ferramenta e até a chegou a proibir assim que o jornal americano The New York Times divulgou a sua existência em março, frisando que o programa havia sido criado para evitar fraudes por parte de clientes (solicitações suspeitas) e proteger os motoristas.

Pela primeira vez, a Uber divulgou os seus resultados – ainda que não tenha obrigação de o fazer. A plataforma privada de transporte de passageiros informou através de email que, no último trimestre do ano passado, as suas receitas cresceram 74%, situando-se nos 2,9 mil milhões de dólares (2,7 mil milhões de euros), e as perdas cresceram até aos 991 milhões de dólares (930 milhões de euros), no mesmo período.

Os resultados da empresa em 2016, veiculados pela Bloomberg, mostram uma receita líquida de 6,5 mil milhões de dólares (6,1 mil milhões de euros) e um prejuízo líquido ajustado de 2,8 milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros). Apesar de não ser possível fazer comparações com os números mais atuais, respeitantes ao primeiro trimestre de 2017 e que nunca vieram a público, a empresa de transporte de passageiros, adianta que estão em conformidade com as expectativas.