Transações em Lisboa cresceram 40% em 2017

Mercado de escritórios de Lisboa transacionou 54.054 m² só nos primeiros quatro meses de 2017, crescendo 40% face ao período homólogo.

A escassez de espaços e edifícios de escritórios na capital portuguesa leva a que este segmento esteja muito ativo. O departamento de Office Agency da consultora JLL, revela que, até abril, o mercado de escritórios de Lisboa transacionou 54.054 m², num crescimento acumulado de 40% face ao período homólogo. Neste período de quatro meses foram concluídas 87 operações, com uma área média de 621 m². Em abril a absorção atingiu os 10.404 m², um crescimento de 68% face ao mesmo mês do ano passado e uma descida de 14% face ao mês anterior, apurou o último Office Flashpoint da JLL, consultora que registou uma quota de mercado de 42% no acumulado do ano.

Do total das transações concluídas no período em análise, 23 correspondem a operações fechadas em abril, traduzindo uma área média transacionada de 452 m². Nesse mês foram fechadas quatro operações envolvendo áreas superiores a 1.000 m², nomeadamente a expansão de cerca de 3.300 m² do BNP Paribas na Torre Ocidente; a entrada da consultora Hiscox na cidade de Lisboa, onde ocupa agora 1.034 m² no Atrium Saldanha; a expansão de 1.005 m² dos escritórios da Regus no Lagoas Park; e a ocupação pela BOSE de 1.042 m² no edifício Defensores de Chaves 45.

Estas transações evidenciam o facto de 75% da área ocupada ter correspondido a absorção líquida, motivada quer pela necessidade de Expansão de Área (47% do total da ocupação mensal) quer pela Entrada de Novas Empresas na Região de Lisboa (28% do total). Em termos acumulados, a Mudança de Escritórios mantém-se como a principal motivação, correspondendo a 61% da área ocupada, com as operações de Expansão de Área e a Entrada de Novas Empresas a pesar 26% e 14%, respetivamente.

Em termos geográficos, o Corredor Oeste mantém-se como a zona mais dinâmica do mercado de escritórios no primeiro quadrimestre de 2017 (30% do total), seguido do Prime CBD, com 24% do total acumulado. No mês de abril, a Nova Zona de Escritórios ocupou a liderança (32%), destacando-se também o Corredor Oeste (28%) e o CBD (21%).

No que respeita à procura, o setor de Serviços Financeiros lidera, sendo responsável por 19% da área ocupada no acumulado e por 32% da área ocupada em abril, tendo sido mesmo responsável pela maior operação desse mês. Também a consultora Aguirre Newman revela que, durante os próximos dois anos, o mercado de escritórios de Lisboa contará com um aumento no stock de escritórios na ordem dos 58.000 m² de área de escritórios (ABC), através da conclusão de seis novos projetos.
Desta nova disponibilidade, cerca de 75% da área que entrará no mercado já se encontra com contratos de pré-arrendamento, tendo estes sido estabelecidos antes do início da construção. Verifica-se assim que apenas cerca de 11.000 m² se referem a construção especulativa, referente aos edifícios Marquês de Pombal 14 e Camilo Castelo Branco 36 – 44.

Para os projetos em pipeline no mercado de Lisboa para os próximos anos, a zona ribeirinha é a que apresenta maior expressão, com 28.200 m² em construção.

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