Trabalhadores do privado reformam-se mais tarde

A idade média da reforma dos trabalhadores do setor privado voltou a subir. Os dados do Pordata indicam os 63,2 anos, mais 0,1 anos que em 2015. A subir está também a média de idades dos reformados do setor público, que já vai nos 62,8 anos.

Apesar das penalizações e incentivos ao adiamento da reforma, os trabalhadores do setor privado continuam a reformar-se antes dos 66 anos e três meses estipulados legalmente. Os dados do Pordata, citados pelo ‘Negócios’, indicam uma média de idades de 63,2 anos para os trabalhadores do setor privado que pedem a reforma.

Este indicador sobe pelo segundo ano consecutivo, ainda que apenas 0,1 anos face a 2015. Este milénio, o valor mais baixo foi alcançado em 2014, onde a média de idades de entrada na reforma foi de 62 anos.

Para o ‘Negócios’, o facto de a subida não ser tão expressiva quanto poderia ser esperado pode prender-se com o regime de acesso à pensão antecipada após desemprego, que em condições específicas permite reformas a partir dos 57 anos.

Note-se que os relatórios oficiais da Segurança Social, referentes a 2014, indicavam já um aumento de 10% na despesa associada às pensões após desemprego de longa duração.

Os dados do Pordata revelam que, no setor público, o aumento da idade da reforma é mais significativo. Dos 60,9 anos de idade média de reforma registados em 2013 passou-se para os 62,8 anos no ano transato. Ainda assim, os trabalhadores públicos estão a reformar-se mais cedo do que os do setor privado. Mas a diferença está a diminuir, fruto da crescente harmonização das regras de aposentação entre a Caixa Geral de Aposentações e a Segurança Social.





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