Temer garante que nunca solicitou “pagamentos para obter silêncio de ex-deputado na Lava Jato”

A nota enviada pela Presidência da República do Brasil diz que chefe de Estado "não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar".

Adriano Machado / Reuters

A Presidência da República do Brasil divulgou nota na noite desta quarta-feira na qual informa que o presidente Michel Temer “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha”, que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato.

A nota diz que o presidente “não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.” De acordo com a Presidência, o encontro com o dono do grupo JBS, Joesley Batista, aconteceu no início de março, no Palácio do Jaburu. “Não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República”.

O comunicado diz ainda que Temer “defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos e que venham a ser comprovados.”

No início da noite, o jornal O Globo publicou reportagem segundo a qual, num encontro gravado em áudio pelo empresário Joesley Batista, Temer teria sugerido que se mantivesse o pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e a Lúcio Funaro para que esses ficassem em silêncio.

Michel Temer esteve, esta quarta-feira, reunido com governadores da Região Nordeste, num encontro que terminou às 19h50. O presidente iniciou, assim, uma reunião com os ministros António Imbassahy, da Secretaria de Governo; Eliseu Padilha, da Casa Civil; Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, após a divulgação da reportagem.

Também estiveram presentes assessores da Secretaria de Comunicação da Presidência. A nota do Planalto foi enviada à imprensa cerca de uma hora e meia após o início da reunião no terceiro andar do Planalto. Por volta das 21h, cerca de 50 manifestantes reuniram-se em frente ao Palácio do Planalto com buzinas para protestar contra o presidente. A Polícia Militar reforçou a segurança no local.

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