SmartCities: os desafios do futuro que já chegou

O conceito de SmartCities não é novo, mas está cada vez mais presente na agenda mediática e de negócios.

Um pouco por todo o mundo, mas também em Portugal. Este conceito está na base da evolução dos modelos de organização digital no setor público que acarreta consigo vários desafios ao do modelo de decisão pública.
A este nível, no nosso país, a política de modernização administrativa, traduzida no novo Simplex, apreende na íntegra os mandamentos fundamentais subjacentes às SmartCities. Neste quadro, a desmaterialização da gestão da “coisa pública”, que na prática se traduz na redefinição do próprio conceito básico de política, enquanto gestão da polis, constitui uma tendência inelutável que vai ocorrer em Portugal.
Por conseguinte, os modelos de gestão das redes de infraestruturas, bem como dos modelos relacionais entre os cidadãos e governantes vão alterar fundamentalmente os quadros mais básicos que moldam a gestão pública. Os desafios para Portugal são enormes: em determinadas circunstâncias, os atrasos poderão tornar-se em oportunidades para a adoção de soluções otimizadas, num quadro de compatibilidade e interoperabilidade mútua.
Isto enquadra-se num contexto em que o E-government e a proximidade relacional alteraram radicalmente os próprios modelos de democracia. A gestão pública passava, em termos sistémicos, por um modelo de intermediação que, como podemos ver em diversos sectores económicos, com empresas como Airbnb e Uber, passa a não existir.
De uma democracia representativa estamos a passar rapidamente para um modelo de democracia direta, imediatista e, por vezes, sem filtros. Este elemento final é o pior risco. As desmaterializações das relações vão acompanhar rapidamente a automatização dos processos e a inteligência funcional da sociedade.
A cidadania inteligente terá mesmo de ser inteligente sob pena de legitimar movimentos demagógicos de nicho. Informação de qualidade e cidadania inteligente estão indissociavelmente ligadas e são cruciais num futuro próximo.
Neste sentido, e tendo em conta todos estes desafios, a EY, enquanto empresa líder na prestação de serviços profissionais, tem uma oferta integrada e compreensiva no campo das SmartCities através de um conhecimento integrado e global das diversas soluções e modelos de agregação da oferta de serviço e de soluções. Porque mais do que um cenário futuro, o conceito de SmartCities é já uma realidade. E quanto mais rápida e eficaz for a definição de estratégias maior será o impacto na competitividade do País e na legitimidade da gestão do setor público. l



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