Será que os governos estão a contribuir para a diversidade de género na força de trabalho?

À medida que o mundo vai mudando, impulsionado por forças globais com impactos nos negócios e na economia, também os desafios para as entidades governamentais são crescentes.

Reuters

Na EY acreditamos que a diversidade é, efetivamente, uma das chaves para que seja possível tanto a governos como a organizações atravessar, com sucesso, tempos disruptivos como os atuais. É um driver de inovação, que resulta numa melhoria de resultados, tanto para a organização como para a sociedade e que nós, a nível global, queremos que seja tema de debate e discussão: Como é que as mulheres em papéis de liderança podem e devem ter um papel significante no setor público? Como é que maior diversidade de género entre os principais decisores pode contribuir para ir ao encontro das necessidades dos cidadãos?

Para responder a estas questões e melhor compreender o estado dos assuntos relacionados com a liderança feminina em cargos do setor público, a EY começou, em 2012, a publicar anualmente o Worldwide Index of Women as Public Sector Leaders (Indíce Mundial de Mulheres em cargos de liderança no setor público).
Este documento regista já algum progresso a caminho da paridade de género, na medida em que a proporção de mulheres em cargos de liderança tem aumentado nos últimos três anos. Um progresso lento e desigual entre países.
Um pouco por todo o mundo, os governos têm implementado diversas medidas para dar resposta a desigualdades e introduzir legislação que contemple a igualdade de oportunidades e que proteja a discriminação.

Não obstante a eficácia das alterações legislativas, é fundamental que os governos consigam estender o seu raio de atuação e implementar uma liderança pelo exemplo, estabelecendo, por exemplo, diretrizes ou políticas de empregabilidade, quotas e provisões de maternidade, paternidade ou apoio à família, iniciativas que se têm revelado muito bem sucedidas, refletindo-se por norma num maior número de mulheres em posições mais elevadas nas carreiras do setor público.

Portugal é um bom exemplo, com cada vez mais frequentes nomeações de mulheres que se destacam pelo seu currículo e percurso profissional para cargos de responsabilidade máxima, como é o caso de Gabriela Dias, presidente da CMVM, Margarida Rosa, nomeada presidente da Autoridade da Concorrência ou Maria de Fátima Barros, à frente da ANACOM.
É uma tarefa muito exigente resumir um relatório que é fruto de muitos anos de trabalho e que aborda um assunto tão importante para o desenvolvimento das sociedades atuais como a paridade de género, em meia dúzia de conselhos para as organizações governamentais e do setor público. No entanto, há algumas guidelines que aplicamos na EY e que consideramos que podem ser fundamentais: a incorporação de diversidade no planeamento e estratégia organizacional, a mudança gradual da cultura organizacional, a oferta aos colaboradores de suporte flexível e prático, a partilha de conhecimento e das melhores práticas e, por fim, a medida da evolução do progresso organizacional. l



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