São muito ricos, não trabalham muito (e vivem no país mais feliz do mundo). Sabe quem são?

Um terço dos noruegueses em idade de trabalhar não faz absolutamente nada e mais de um milhão vive do dinheiro do Estado sendo que a maioria é pensionista. Conheça melhor o povo mais feliz do mundo.

A Noruega lidera, em 2017, o ranking do país mais feliz do mundo, segundo o Índice de Felicidade, realizado todos os anos pelas Nações Unidas.

Esta posição é a primeira desde o início do levantamento, em 2012, tendo o país derrotado a Dinamarca, que já ficou no topo em três das cinco edições.

Esta liderança levou o jornalista britânico Michael Booth a investigar e recolher dados de como vivem os noruegueses, informa o “elEconomista”.

No seu livro intitulado “Gente casi perfecta”, Michael  faz um retrato acerca dos países escandinavos e como os seus habitantes podem não ser tão felizes ou tão perfeitos como imaginamos. Nos dados que recolhe, “um terço dos noruegueses em idade de trabalhar não faz absolutamente nada. Mais de um milhão vive do dinheiro do Estado, a maioria é pensionista”, escreve.

E tudo se deve ao petróleo. “É possivelmente a maior realização individual da Noruega moderna: (…) um modelo de responsabilidade fiscal responsável”, relata.

Em 1969, a Noruega alterou a sua posição económica quando foram descobertas, em territórios noruegueses, reservas de petróleo no mar do Norte. Rapidamente o país tornou-se numa das nações mais ricas do mundo, registando, em 2016, um PIB per capita de 64 mil euros, apenas superado por Suíça e Luxemburgo.

Nas viagens que fez pela península escandinava e que documenta em “Gente casi perfecta” , o jornalista considera que os noruegueses têm muitos motivos para serem felizes: “são muito ricos, não trabalham muito, não estão perturbados com guerras ou desastres naturais, têm liberdade e democracia, saúde e educação gratuita, uma grande estabilidade e têm níveis de confiança mútua relativamente altos para o governos e instituições”, explica.

Michael considera ainda que uma das principais razões que explicam a atual admiração em relação aos países escandinavos deve-se ao choque económico global de 2008, que terminou numa profunda crise das nações europeias mediterrânicas, como é o caso de Espanha.

Por outro lado, o jornalista britânico observa que as novas gerações do país apenas conhecem uma “prosperidade ridícula”.

 

 

 

 

 

 

 

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