Salário médio em Cuba foi de 25 euros no ano passado

Os setores mais bem pagos na ilha são os da indústria açucareira e da exploração de minas, mostra o relatório "Salário Médio em Cifras 2016" do Escritório Nacional de Estatística e Informação local.

O salário médio mensal em Cuba em 2016 foi de 740 pesos cubanos (CUP), equivalentes a pouco mais de 29 dólare (25,3 euros), segundo a publicação Salário Médio em Cifras 2016, divulgada esta quinta-feira no site do Escritório Nacional de Estatística e Informação da ilha. A entidade calcula o salário médio mensal por províncias desde 2007 e o salário médio mensal por categoria de atividade econômica desde 2014, explica agência espanhola EFE.

Segundo os dados, o salário cubano aumenta em setores como o açucareiro, o mais bem pago do país. com salários médios de 1.246 CUP (US$ 49,8), e cai nos de administração pública, defesa e segurança social, com 510 CUP (US$ 20,4). Conforme  o relatório, o salário médio cubano passou de 408 CUP (US$ 16,3) em 2007 para 740 CUP (US$29,6) em 2016.

Em relação às províncias, as que têm melhores salários são Ciego de Ávila (816 CUP/US$ 32,6), Villa Clara (808 CUP/US$ 32,3) e Matanzas (806 CUP/US$ 32,2), enquanto que os salários mais baixos são recebidos em Guantánamo (633 CUP/US$ 25,3), Isla de la Juventud (655 CUP/US$ 26,2) e Santiago de Cuba (657 CUP/US$ 26,2).

Os setores mais bem pagos na ilha são os da indústria açucareira (1.246 CUP/US$ 49,8), da exploração de minas (1.218 CUP/US$ 48,7), da intermediação financeira (1.032 CUP/US$ 41,2) e de agricultura, gado, silvicultura e pesca (991 CUP/US$ 39,6).

Os baixos salários que são pagos aos funcionários cubanos estatais contrasta com o elevado custo dos produtos básicos na ilha, que importa 80% dos alimentos que requer e que são objeto constante de críticas por parte de organizações internacionais e também de movimentos opositores.

A situação é minorizada pelo facto de que saúde e a educação são de acesso universal e gratuito em Cuba e os seus cidadãos recebem alguns alimentos básicos do Estado por meio de uma “caderneta de abastecimento”. No entanto, essa caderneta, que há décadas chegou a cobrir grande parte das necessidades da população – inclusive de roupas, sapatos e brinquedos infantis -, foi reduzindo a quantidade e tipos de produtos subsidiados.a





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