Rússia acelera entrega de mísseis antiaéreos à Turquia

A compra deste armamento poderá estar relacionada com o envolvimento da Turquia no conflito bélico com a comunidade curda nos territórios fronteiriços do país com o norte da Síria e do Iraque. EUA já ameaçaram com sanções.

Lucy Nicholson / Reuters

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, fez saber que a Rússia vai antecipar a entrega de sistemas de mísseis antiaéreos à Turquia, noticia a Reuters esta quarta-feira.

O anúncio veio de uma conferência de imprensa em Moscovo, Rússia, que contou com a presença do homólogo turco de Lavrov, Mevlut Cavusoglu e em causa está o sistema de defesa antiaéreo de mísseis S-400.

Em dezembro de 2017, Rússia e Turquia anunciaram um acordo entre ambos, que previa o fornecimento deste sistema de defesa a partir de 2020. O fornecimento é agora antecipado.

Os mísseis antiaéreos S-400 podem alcançar alvos aéreos em movimento até 400 quilómetros de distãncia e outros alvos balísticos até 60 quilómetros de distância. O sistema lança-mísseis em causa pode lançar pelo menos quatro tipos de mísseis interceptores, adequados para diferentes alvos. Uma bateria de S-400 pode alcançar até 36 alvos em simultâneo.

No início desta semana, Mevlut Cavusoglu, em entrevista ao jornal alemão Die Zeit, explicou que o acordo de compra do sistema antiaéreo com a Rússia surgiu porque estados-membros da NATO, na qual se inclui a Turquia, mostrou relutância – principalmente da parte dos Estados Unidos – em vender armamento ao país governado por Recep Tayyip Erdoğan.

A compra deste armamento poderá estar relacionada com o envolvimento da Turquia no conflito bélico com a comunidade curda nos territórios fronteiriços do país com o norte da Síria e do Iraque.

O acordo de compra dos mísseis S-400 com a Rússia avança, embora os Estados Unidos já tenham ameaçado impor sanções à Turquia, através do CAATSA, uma norma norte-americana que prevê combater adversários dos EUA através de sanções internacionais. Rússia, Coreia do norte e Irão já sofreram sanções internacionais, promovidas pelos EUA, através desta norm aprovada em agosto de 2017 por Donald Trump.




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