Revogação do ‘Obamacare’ adiada por falta de consenso entre os republicanos

A decisão de adiar a votação acontece um dia depois de a senadora republicana do Maine, Susan Collins, ter anunciado que era contra a anulação do programa, juntando-se assim a Rand Paul e a John McCain, que também já tinham anunicado a sua intenção de chumbar o decreto.

Kevin Lamarque/REUTERS

O Partido Republicano decidiu esta terça-feira adiar a revogação do Affordable Care Act, mais conhecido como “Obamacare”, devido à falta de apoio suficiente e falta de consenso dentro do partido sobre o documento que iria substituir o atual programa de reforma do setor da saúde. A decisão é mais uma derrota amarga para o presidente norte-americano, Donald Trump, que durante a sua campanha às presidenciais assumiu o fim do “Obamacare” como uma das suas prioridades.

“Devido a eventos que estão sob o nosso controlo e a outros que não estão, não temos os votos”, explicou aos jornalistas Bill Cassidy, um dos promotores da revogação do programa de saúde criado durante a Administração Obama. “Assim, tomámos a decisão de adiar a votação. Se estou desapontado? Completamente”.

A decisão de adiar a votação acontece um dia depois de a senadora republicana do Maine, Susan Collins, ter anunciado que era contra a anulação do programa, juntando-se assim a Rand Paul e a John McCain, que também já tinham anunciado a sua intenção de chumbar o decreto. Em julho, a votação da revogação do “Obamacare” já havia sido chumbada no Senado, com 51 votos contra.

O líder do Partido Republicano no Senado, Mitch McConnell, afirma no entanto que o partido não vai desistir de mudar o sistema de saúde americano. “Não vamos conseguir fazer isso esta semana, mas é algo que ainda está à nossa frente e não desistimos disso”, assegura.

Donald Trump afirmou repetidas vezes durante a campanha às presidenciais que o “Obamacare” é “um desastre total” e uma máquina de “destruir empregos”. Embora nunca tenha apresentado uma alternativa para substituir este programa de reformas na saúde, o republicano defende que este deve baseia-se no “poder do mercado livre”, sem qualquer tipo de legislação a forçar a contratação um seguro médico por parte dos pacientes.





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