Resultado da Sonae Indústria atinge 3,8 milhões de euros no 1º trimestre

Valor representa uma redução face ao mesmo período do ano passado, mas uma evolução positiva quando comparado com o último trimestre de 2017. EBITDA recorrente proporcional atingiu os 18,7 milhões de euros.

Paulo Azevedo, chairman e Co-CEO da Sonae, durante a apresentação de resultados de 2017, Maia, 15 de março de 2018. JOSÉ COELHO/LUSA

Durante o primeiro trimestre de 2018, a Sonae Indústria atingiu resultados líquidos positivos no trimestre de 3,8 milhões de euros, valor que representa uma redução de 2,6 milhões de euros quando comparado com o mesmo período do ano anterior e uma evolução positiva significativa face ao último trimestre de 2017. Considerando a participação de 50% na Sonae Arauco, o EBITDA recorrente proporcional dos últimos doze meses atingiu 85 milhões de euros e o rácio de alavancagem foi de 3,8 vezes.

O EBITDA recorrente dos negócios integralmente detidos foi negativamente afetado pelos resultados do negócio na América do Norte, que sofreram o impacto da depreciação do dólar canadiano face ao euro, e pelo aumento dos custos da madeira e energia. A dívida líquida proporcional reduziu cerca de 6 milhões de euros face ao 1º trimestre de 2017, para os 320 milhões.

Apesar disso, salienta o grupo em comunicado enviado à CMVM, “é de realçar que os volumes de vendas e o volume de negócios em moeda local na América do Norte foram superiores aos do ano anterior e que, apesar da margem EBITDA no trimestre ter sido menor quando comparada com os seus níveis históricos, esperamos alguma recuperação da margem nos próximos trimestres e em particular durante o segundo semestre de 2018”.

A Sonae Arauco atingiu um EBITDA recorrente mais elevado quando comparado com o mesmo período do ano passado, “apesar de uma abordagem prudente no reconhecimento de proveitos relativos às compensações de seguro por lucros cessantes”. Em Portugal, as duas fábricas afetadas pelos incêndios florestais em outubro de 2017 estão totalmente operacionais e “o investimento na nova linha de MDF fino em Mangualde está a decorrer como programado”.

Com a dívida líquida e os capitais próprios a manterem-se em níveis semelhantes aos verificados no final de 2017, “a estrutura de capital da Sonae Indústria manteve-se estável no trimestre”.

Devido ao facto de um dos principais ativos da Sonae Indústria (a participação de 50% na Sonae Arauco) ser contabilizado pelo método da equivalência patrimonial desde junho de 2016, o grupo revela os indicadores proporcionais não auditados. Estes Indicadores consideram os resultados totais dos negócios integralmente detidos e a consolidação proporcional da contribuição de 50% da Sonae Arauco.

Assim, o volume de negócios proporcional reduziu 11,2 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano quando comparado com o mesmo período do ano anterior. Esta evolução deveu-se, “por um lado, ao facto das duas fábricas da Sonae Arauco em Portugal, que foram atingidas pelos incêndios florestais, terem retomado gradualmente a produção nos primeiros quatro meses de 2018 (e o montante do seguro relacionado com lucros cessantes não foi contabilizado no volume de negócios) e por outro, devido à menor contribuição dos negócios integralmente detidos pela Sonae Indústria, explicado pelas variações cambiais desfavoráveis”.




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