Pyongyang ameaça redobrar esforços nucleares depois de ensaio 16 vezes superior a Hiroshima

O ministério das Relações Externas norte-coreano fez saber esta quarta-feira que a "provocação hedionda" da última resolução da ONU servirá apenas de incentivo à Coreia do Norte para continuar a desenvolver armas nucleares.

Os especialistas norte-americanos reviram esta quarta-feira em alta as estimativas sobre a potência do sexto ensaio nuclear da Coreia do Norte, acreditando que esse terá sido 16 vezes superior à da bomba de Hiroshima. Em resposta ao novo pacote de sanções da Organização da Nações Unidas (ONU), Pyongyang promete redobrar esforços para continuar a adquirir mais armas nucleares.

A bomba de hidrogénio testada com sucesso há dez dias (a 3 de setembro) pelo regime norte-coreano terá causado um abalo telúrico de magnitude 6,3, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitoriza a atividade sísmica mundial. Também a 38 North, um site especializado na Coreia do Norte, reviu em alta as estimativas inicialmente reveladas, dando conta de que a potência da explosão terá rondado “aproximadamente 250 quilotoneladas”.

Quer isto dizer que o ensaio levado a cabo pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un, terá sido 16 vezes mais potente do que a bomba de 15 quilotoneladas que foi lançada pelos Estados Unidos na cidade japonesa de Hiroshima e que terá causado a morte a quase 166 mil pessoas.

O lançamento da conhecida como ‘bomba H’ levou o Conselho de Segurança da ONU a aprovar um oitavo pacote de sanções ao país, que respondeu dizendo que os Estados Unidos sofreriam “a maior dor já experimentaram” caso as sanções fossem aprovadas.

O ministério das Relações Externas de Pyongyang fez saber esta quarta-feira que a “provocação hedionda” da última resolução da ONU, que – afirma – vai contra o direito à autodefesa do país, servirá apenas de incentivo à Coreia do Norte para continuar a desenvolver armas nucleares com capacidade para atingir os Estados Unidos.

“A Coreia do Norte redobrará esforços para aumentar a sua força para salvaguardar a soberania e o direito à existência do país, preservando a paz e a segurança da região e estabelecendo um equilíbrio prático com os Estados Unidos”, afirmou em comunicado o Ministério das Relações Externas, citado pela agência de notícias norte-coreana KCNA .





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