“Público louvor” para militar envolvido no incidente do Montijo, pede ASPIG

No seguimento dos acontecimentos do passado dia 9 de maio, que envolveram um militar da GNR e um indivíduo que se queixava do serviço da repartição de Finanças do Montijo em direto para o Facebook, a Associação Sócio-Profissional da GNR espera que o ato mereça “público louvor”.

Depois da polémica gerada em torno da forma como um militar da GNR à civil efetuou a detenção de um cidadão que protestava contra as Finanças do Montijo, e em comunicado enviado à Lusa, a Associação Sócio-Profissional Independente da GNR (ASPIG) exige uma “investigação sem preconceitos” e espera que o ato do militar mereça “público louvor”.

“A ASPIG espera que o ato alegadamente praticado pelo militar não tenha extravasado os limites legais e que a sua conduta, atendendo à sua determinação em fazer valer os direitos dos cidadãos, mereça, isso sim, público louvor”, pode ler-se no comunicado desta associação.

A GNR já havia dado conta da abertura de um processo de inquérito para averiguar as circunstâncias da detenção e “eventuais responsabilidades”. A Guarda Nacional Republicana confirmou, no mesmo comunicado, “a detenção de um cidadão que se encontrava com uma atitude imprópria e ofensiva para com os funcionários de uma Repartição de Finanças no Montijo”.

A ASPIG defende ainda que os militares da GNR, estejam ou não em serviço, são “obrigados a recorrerem ao uso da força quando se revele legítimo, necessário, adequado e proporcional ao objetivo visado”. Assim, a mesma associação espera que “as alegadas agressões sobre um cidadão brasileiro, por parte de um militar da GNR, na repartição de finanças do Montijo, sejam investigadas sem preconceitos e à luz de uma isenta interpretação da Lei”, conclui a ASPIG.