Produção da Galp cresce 60,5% no arranque do ano

Os dados operacionais preliminares vão ser confirmados na apresentação dos resultados do primeiro trimestre de 2017, que serão conhecidos a 2 de maio.

A produção média após pagamento de impostos (net entitlement) da Galp Energia aumentou no primeiro trimestre de 2017 em 60,5%, face ao mesmo período do ano anterior, de acordo com os dados operacionais preliminares publicados esta terça-feira na Comissão de Mercados e Valores Mobiliário (CMVM). Em relação ao trimestre anterior, a produção média registou uma subida de 4,3%.

A produção total da energética situou-se nos 86,2 mil barris de petróleo por dia, dos quais 79,3 mil do Brasil (mais 4,6% do que no trimestre anterior) e 6,9 mil de Angola (mais 0,8% do que no trimestre anterior). No que diz respeito à produção total incluindo custos operacionais (working interest), a Galp subiu 56,1% em relação ao período homólogo.

Os resultados ficam abaixo da estimativa dos analistas do Haitong. “A produção aumentou 4% para 88 mil barris por dia, falhando a nossa previsão em 3% devido ao impacto acima do esperado da manutenção do FPSO [Floating Production Storage and Offloading] no Brasil”, referiu o banco de investimento em nota de research.

O preço do Brent subiu em média 12,7% entre janeiro e março e fixou-se nos 53,7 dólares por barril, o que significa um aumento de 8,8% face aos 49,3 dólares por barril nos últimos três meses de 2016. As margens de refinação benchmark para a Europa ficou nos 3,5 dólares por barril, uma subida de 9,6% na comparação homóloga e de 5,5% na comparação em cadeia.

Na refinação e distribuição, a empresa liderada por Carlos Gomes da Silva registou uma descida 9,4% nas matérias-primas processadas face ao mesmo período do ano passado e um aumento de 3,8% em relação ao trimestre anterior. Nos produtos refinados, registou-se uma descida de 5% na comparação homóloga e uma subida de 6,7% na comparação em cadeia.

No que diz respeito à energia e eletricidade, as vendas totais cresceram 7,9% entre janeiro e março face ao trimestre homólogo e 7,8% face ao anterior, com destaque para as vendas a clientes diretos que aumentaram 27,6% e 9,7%, respetivamente. Por outro lado, o trading em mercados internacionais caiu 10,7% na comparação homóloga e aumentou 5,3% em relação ao último trimestre de 2016.

“Em R&M, a quantidade de matérias-primas processadas caiu 9% devido a alguns trabalhos menores de manutenção e a margem de refinação também caiu 0,4 dólares por barril”, continua a nota. “No geral, os resultados do primeiro trimestre estão ligeiramente abaixo das nossas expectativas, mas principalmente devido a interrupções de manutenção e não esperamos, por isso, que tenham um grande impacto sobre o preço das ações. Reiteramos a nossa classificação neutral com uma avaliação de 13,5 euros por ação”.

Depois da apresentação de resultados preliminares, as ações da Galp desvalorizaram na bolsa de Lisboa. A cotada começou as negociações com ganhos ligeiros, mas inverteu a tendência, tendo chegado a um recuo de 1,58% para os 14,35 euros por ações, durante o início da manhã.

[Notícia atualizada às 10 horas com informação sobre a cotação]





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