Plataforma que promove transparência das autarquias desenvolvida por alunos do Porto

O projeto, com o nome TAClaro, tem como objetivo contribuir para uma comunidade mais esclarecida e participativa e está agora a ser testado na autarquia de Valongo.

Pedro Nunes/Reuters

O Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP) desenvolveu uma plataforma digital que vai permitir aos cidadãos ter acesso a uma informação mais clara e transparente sobre as contas das autarquias. O projeto, com o nome TAClaro, tem como objetivo contribuir para uma comunidade mais esclarecida e participativa e está agora a ser testado na autarquia de Valongo.

A ideia de criar este projeto surgiu, em 2015, quando o presidente da Câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, desafiou o presidente do ISCAP, Olímpio Castilho, a criar uma plataforma digital que descodificasse a linguagem económico-financeira, explicando-a de forma simples, direta e acessível ao cidadão comum. Olímpio Castilho aceitou a proposta e começou a investigar quais as respostas que os cidadãos queriam ver respondidas sobre os órgãos autárquicos.

“Este levantamento foi feito em 4 freguesias do concelho Valongo onde foi identificada uma lista de motivações. O estudo indicou que segunda motivação mais apontada pelo cidadão/munícipe foi o ser informado sobre a gestão dos dinheiros públicos”, conta Sandrina Teixeira, docente da ISCAP e co-coordenadora do projeto TAClaro – Transparência, Responsabilidade e Comunicação na Administração Pública Local.

No desenvolvimento desta tecnologia estiveram envolvidos profissionais de diferentes áreas de formação, como Administração Pública, Contabilidade, Engenharia Informática, Comunicação, Marketing Digital e Design. O projeto está agora a ser testado no Município de Valongo, que foi o primeiro a aderir a este projeto.

“A partilha da informação financeira através de um canal digital ultrapassa a transparência da prestação de contas. [O TAClaro] tem adjacente uma vertente pedagógica de educar a população para uma cidadania mais ativa, descomplicar conteúdos e conceitos da área económico-financeira, esclarecer para promover a análise crítica e a participação democrática e, sobretudo, gerar interesse no munícipe para interagir com a plataforma”, considera Telma Maia, responsável pela implementação do projeto na Câmara Municipal de Valongo.



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