Plano de reforma fiscal deixa círculo de amigos de Donald Trump “mais ricos”

Só Donald Trump vai conseguir poupar até 15 milhões de dólares por ano (cerca de 12,6 milhões de euros) com o pagamento de impostos.

REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confidenciou este fim de semana, durante um jantar de amigos, que o plano de reforma fiscal aprovado na passada quarta-feira os deixou “mais ricos”, avança o canal de televisão norte-americano “CBS News”. Só Donald Trump vai conseguir poupar até 15 milhões de dólares por ano (cerca de 12,6 milhões de euros) com o pagamento de impostos.

O jantar foi à porta fechada e só os amigos mais próximos do presidente norte-americano marcaram presença no evento que assinala o primeiro fim de semana de férias do presidente na residência de Mar-a-Lago (já conhecida como a “Casa Branca de Inverno”), mas as declarações não tardaram a chegar à imprensa.

O pacote de reformas fiscais de Donald Trump prevê, entre outros aspetos, uma redução do imposto pago pelas empresas de 35% para 21%, e em menor medida para os trabalhadores e, embora, tenha inicialmente negado, Donald Trump reconhece agora que o plano é benéfico para os empresários com maiores rendimentos.

Contas feitas pela Center For American Progress mostram que o substancial corte de impostos aprovado pelo Senado norte-americano vai beneficiar os membros próximos do círculo do líder norte-americano. O genro de Donald Trump, Jared Kushner, vai poupar entre 4 e 10 milhões de euros com a redução de impostos para as empresas e para os contribuintes mais ricos. Já a secretária da Educação, Betsy DeVos, vai poupar até 2,7 milhões de dólares.

Além de Jared Kushner e Betsy DeVos, também Wilbur Ross, secretário do Comércio, Linda McMahon, da Administração de Pequenos Negócios do Governo, Steven Mnuchin, secretário do Tesouro (equivalente a ministro das Finanças em Portugal), e Rex Tillerson, secretário de Estado, irão beneficiar do novo plano de reforma fiscal, que tem como objetivo reduzir os impostos às empresas e aos mais ricos, para que o dinheiro possa ser aplicado em projetos de desenvolvimento económico e de criação de emprego.



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