Pharol: “Decisão da Holanda não afeta PER da Oi”

Para a Pharol, acionista a 27,18% da Oi, não há qualquer impacto direto desta decisão. "Quanto aos obrigacionistas da PT BV, não há também qualquer impacto, pois continuarão a ser considerados no plano de Recuperação Judicial como até aqui.

A Pharol já reagiu à notícia da decisão judicial da Holanda de aceitar a falência das subsidiárias Oi Brasil Holdings Coöperatief UA e Portugal Telecom International Finance B.V..

“A decisão da Corte de Apelações Holandesa é aplicável apenas às empresas PTIF e Oi Coop e na jurisdição Holandesa e não gera efeitos na atividade das empresas em recuperação no Brasil, nem no processo de recuperação [da Oi] que corre na 7a Vara Empresarial do Rio de Janeiro, único juízo competente para processar e decidir sobre a Recuperação Judicial do Grupo Oi”, refere fonte oficial de Pharol.

Para a Pharol, accionista a 27,18% da Oi, não há qualquer impacto directo desta decisão. “Quanto aos obrigacionistas da PT BV, não há também qualquer impacto, pois continuarão a ser considerados no plano de Recuperação Judicial como até aqui, sem qualquer alteração da sua classificação como credores da Oi”, diz fonte da empresa portuguesa.

A empresa liderada por Luís Palha diz ainda que a decisão será alvo de recurso para a Corte Suprema da Holanda, “na forma da legislação lá vigente”.

Além do recurso para a Suprema Corte Holandesa, diz fonte oficial da Pharol, “deve-se esclarecer que os administradores holandeses, a serem indicados pela justiça local, terão acesso potencial a ativos de dimensão pouco relevante das empresas que estão em processo de recuperação judicial – menos de 10 milhões de euros – precisamente porque a disposição dos ativos está inserida na competência do juízo brasileiro, que, juntamente com o Administrador Judicial nomeado no Brasil e o Ministério Público, zelam pelo bom andamento do processo; proteção dos interesses dos credores; e pela manutenção da saúde financeira e empresarial dessas sociedades”.

A Pharol diz que o Grupo Oi continua focado em negociar com os seus credores e todos os seus stakeholders, procurando apresentar a melhor proposta a ser deliberada na Assembleia Geral de Credores, que terá de ser convocada pelo juízo da 7a Vara Empresarial do Rio de Janeiro e esta decisão não afecta nem os calendários nem as linhas de negociação até agora seguidas”, garante a empresa liderada por Palha da Silva.

As ações da Pharol que estiveram a cair quase 19% durante a sessão, acabaram por recuperar em parte e fecharam a perder 7,96% para 0,312 euros.

 





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