PGR: Buscas a casa do juiz Rui Rangel relacionadas com suspeitas de corrupção, branqueamento e fraude fiscal

Estão a ocorrer buscas na casa do juiz desembargador, Rui Rangel. Buscas estendem-se a Tribunal da Relação de Lisboa. Investigação teve origem na Operação “Rota do Atlântico”. PGR diz que estão em causa suspeitas de crimes de recebimento indevido de vantagem, corrupção, branqueamento de capitais, tráfico de influência e de fraude fiscal.

Cristina Bernardo

“Confirma-se a realização de buscas em vários locais, designadamente no Tribunal da Relação de Lisboa”, confirmou ao Jornal Económico fonte oficial da Procuradoria Geral da República (PGR), avançando que as diligências decorrem no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público junto do Supremo Tribunal de Justiça, com a coadjuvação de magistrados do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) que investiga os crimes económicos de elevada complexidade.

Segundo a PGR, este processo teve origem numa certidão extraída da designada Operação “Rota do Atlântico”. “Estão em causa suspeitas de crimes de recebimento indevido de vantagem, ou, eventualmente, de corrupção, de branqueamento de capitais, de tráfico de influência e de fraude fiscal”, acrescenta a mesma fonte.

A revista Sábado avançou esta manhã que estavam a ocorrer buscas na casa do juiz desembargador, Rui Rangel e que a operação está a ser acompanhada pelo ex-Procurador-Geral da República, José Souto Moura, que é actualmente juiz conselheiro no Supremo Tribunal de Justiça.

Em outubro de 2016, a Procuradoria-Geral da República confirmou que foi aberta uma investigação ao juiz desembargador Rui Rangel, com origem numa certidão do processo “Rota do Atlântico”.

Rui Rangel é suspeito de ter recebido dinheiro do empresário José Veiga, arguido no processo Rota do Atlântico por suspeita de crimes de corrupção, fraude fiscal, branqueamento de capitais e tráfico de influência. De acordo com o CM, a Polícia Judiciária descobriu que milhares de euros terão sido depositados por José Veiga em contas do filho de José Bernardo Santos Martins. Este último é amigo de Rui Rangel e as autoridades suspeitam que o destinatário do dinheiro seria o juiz desembargador.

Rui Rangel foi o juiz escolhido para analisar um dos recursos de José Sócrates na Operação Marquês, sendo que o Ministério Público avançou com um pedido de escusa. No comunicado de 2016, a PGR explicou que o requerimento foi feito por “considerar existir motivo sério e grave, adequado a gerar desconfiança sobre a imparcialidade do magistrado judicial”.

O Supremo Tribunal de Justiça acabou por decidir afastar o juiz Rui Rangel da apreciação do recurso de José Sócrates, apresentado no âmbito da Operação Marquês”.






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