Personalidades portuguesas vítimas de burla com carros de alta cilindrada

O processo junta centenas de vítimas burladas, entre eles Pedro Menezes, filho do ex-autarca e ex-líder do PSD, Luís Filipe Menezes, Jorge Lopes, CEO da PEV Entertainment e os atores portugueses Lourenço Ortigão e Diogo Amaral.

Os atores portugueses Lourenço Ortigão e Diogo Amaral foram vítimas de burla ao adquirirem veículos da marca BMW, num stand em Arrifana, Feira. De acordo com o Jornal de Notícias, os dois atores haviam sido informados, através dos anúncios, de que os veículos teriam metade dos quilómetros do que tinham na realidade.

Desta forma, oito funcionários do stand, entre eles o dono, são acusados de mais de 700 crimes, considerando que o dono se encontra atualmente em prisão preventiva, acusado de 721 burlas, falsidade informática e falsificação de documentos.

Além dos atores, o processo junta centenas de vítimas burladas pelo grupo, entre eles Pedro Menezes, filho do ex-autarca e ex-líder do PSD, Luís Filipe Menezes, através de uma sociedade, e Jorge Lopes, CEO da PEV Entertainment, a empresa que organiza os festivais de verão e uma das responsáveis pela gerência do Pavilhão Rosa Mota, no Porto, avança o matutino.

O esquema, que contava com a participação de uma mulher “especialista” na manipulação informática, foi iniciado em julho de 2013 com a aquisição dos veículos topo de gama na Alemanha, sendo na sua maioria BMW. Em Portugal, os arguidos alteravam a quilometragem dos veículos.

Com isto, o grupo pretendia pagar menos imposto à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), no momento de legalizar as viaturas, segundo a acusação do Ministério Público, citada pelo Jornal de Notícias.

Uma vez estando os veículos legalizados, a quilometragem voltava a ser novamente falsificada, mas desta vez para números abaixo dos reais. Posteriormente, eram colocados à venda na plataforma Standvirtual.

Vários compradores não só foram aliciados à compra dos automóveis com anúncios falsos, como ainda viram os seus nomes e assinaturas serem utilizados nos processos fraudulentos de legalização junto da Alfândega, conclui o jornal diário.

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