Oposição venezuelana organiza ato de “desobediência civil” contra Maduro

De acordo com sondagens realizadas por empresas como a Datanalisis, cerca de 70% dos venezuelanos opõe-se à Assembleia Constituinte. No entanto, receios em relação à segurança pode limitar a ida às urnas.

A oposição venezuelana acusa o primeiro-ministro Nicolás Maduro de querer acabar com a democracia e submeter o país a um regime comunista ao estilo cubano. Como forma de protesto, realiza-se este domingo uma consulta popular ao longo de 1.600 assembleias de voto do país, incluindo em alguns bairros tradicionalmente afetos ao regime.

O plebiscito, que a oposição classifica como o maior ato de “desobediência civil”, acontece após três meses de contínuos protestos violentos contra o Governo de Maduro, que resultaram em pelo menos 93 mortos, de acordo com a agência Lusa.

A expetativa em relação ao plebiscito tem criado um clima de tensão no país, com o Partido Socialista Unido da Venezuela, no poder, a defender que o ato é ilegal. Por decisão da Comissão Nacional de Telecomunicações, a consulta popular não será transmitida pelas rádios e televisões locais.

A oposição pretende que este seja mais passo contra o regime de Maduro e não afastam a hipótese de uma paralisação no país. De acordo com sondagens realizadas por empresas como a Datanalisis, cerca de 70% dos venezuelanos opõe-se à Assembleia Constituinte.

No entanto, receios em relação à segurança pode limitar a ida às urnas. A oposição espera que a maior afluência dos quase 30 milhões de eleitores, tenha lugar em zonas de classe média e alta. Os resultados deverão ser conhecidos esta noite e antecipam as eleições para a Assembleia Constituinte, marcadas para 30 de julho.