Rodolfo Florit: “O diesel continuará a existir, mas com um peso distinto”

Um utilizador acérrimo da Alhambra, Rodolfo Florit não afasta completamente os rumores de uma submarca, que poderá chamar-se Cupra.

Rodolfo Florit,  o espanhol escolhido para liderar os destinos da Seat em Portugal, uma marca “marcadamente ibérica”, como afirma, diz-se um indefectível do novo lume Alhambra, até porque tem três filhos e um cão e precisa de espaço para transportar todos. Apreciador de modelos mais desporitvos, como León Cupra, afasta os rumores de que a casa de Martorell estará a preparar a criação de uma submarca, de cariz mais desportivo, que se chamará Cupra. Mas não totalmente…

O novo SUV da Seat cujo nome ainda se desconhece, poderá vir a ser produzido na Autoeuropa?Apesar de termos completa autonomia nas decisões comerciais e de estratégia de marketing, essas decisões não passam por nós. Por isso não lhe sei dizer qual será a decisão acerca de onde será produzido o nosso novo SUV, que será o porta-estandarte desta gama.

Como parte integrante do Grupo VW e como empresa sedeada em Portugal, como é que vê a situação na Autoeuropa?
Nós respeitamos o processo em curso. Os representantes dos trabalhadores e da empresa estão a dialogar para encontrar a melhor solução para ambas as partes, por isso respeitamos a decisão que for tomada.

Na mesma qualidade, como foi a reação dos clientes da Seat Portugal ao Dieselgate?
Nós fomos muito afetados pelo Dieselgate, mas os nossos clientes demonstraram, maioritariamente, uma boa reação. Acredito que isso se deva ao facto de termos sempre dado prioridade à resolução dos seus problemas. Estamos a levar a cabo o processo de reparação previsto junto das autoridades competentes e a fazê-lo de forma a resolver o problema da maneira mais rápida e com o mínimo transtorno para o cliente.

Acha que o Dieselgate marcará o fim da era Diesel?
Acho que temos de desligar as duas coisas. O Dieselgate foi um acontecimento na história destes motores, não os define. Agora, o que se está a verificar é uma mudança de tendência nos consumidores, que assenta também nas regulações europeias de emissões. Cada vez vemos mais motorizações alternativas – híbridos, elétricos, gás, etc. –, mas por causa destas regulações, não por causa do Dieselgate.

O diesel continuará a existir, mas com um peso distinto do que tem hoje, até porque este combustível tem uma série de mais-valias.

Há alguma verdade nos rumores de que o nome Cupra passará a ser uma submarca da Seat, como a Citroën fez com a DS ou a Fiat com a Abarth?
Não comentamos rumores, mas o que lhe posso dizer é que achamos que os modelos Cupra são a máxima expressão do nosso dinamismo e da paixão que temos pela tecnologia automóvel e que, desde logo, temos intenção de os desenvolver de uma forma muito mais forte.

Artigo publicado na edição digital do Jornal Económico. Assine aqui para ter acesso aos nossos conteúdos em primeira mão.



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