O desafio não é predizer o futuro, mas gerir a mudança

Perante a volatilidade e a intensidade destas mudanças, o desafio será dotar-nos de doses reforçadas de pragmatismo para gerir um presente desafiante sem pensar demasiado no futuro.

Chega essa altura do ano em que, apesar dos tradicionais insucessos, transformamo-nos em meteorólogos sociais e adentramo-nos na selva do futuro armados em sherpas informativos.

Embora encaremos 2018 com as contradições habituais e com incertezas muito superiores às habituais, é possível antecipar alguns assuntos que, muito provavelmente, irão condicionar a nossa agenda.

No âmbito geopolítico, os Estados Unidos insistirão em exportar instabilidade para o resto do mundo; Portugal continuará a surfar as ondas com boas estórias e a Catalunha cronificará as suas disputas tabernárias.

No âmbito tecnológico, as grandes multinacionais consolidarão o domínio do seu modelo do capitalismo cognitivo através da aceleração da inteligência artificial, alavancada num manancial crescente de dados para o qual todos contribuímos gratuitamente, o que nos levará a enfrentar novos dilemas éticos para os quais não estamos ainda preparados.

Perante a volatilidade e a intensidade destas mudanças, o desafio será dotar-nos de doses reforçadas de pragmatismo para gerir um presente desafiante sem pensar demasiado no futuro. E reforçar também a nossa dimensão humanista porque é nessas incertezas e complexidades que os valores e a filosofia conseguirão orientar-nos melhor.



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