O automóvel autónomo que, afinal, tinha condutor

O misterioso veículo autónomo que circulou no passado fim de semana pelas ruas de Arlington, Virgínia (EUA), afinal era pilotado por uma pessoa, dissimulada no banco do condutor. O objetivo era estudar a reação dos condutores à presença de veículos autónomos nas estradas.

Os blogues de tecnologia e de automóveis viveram um frenesi no passado fim de semana. Pelas ruas de Arlington, no estado da Virgínia, EUA, rolava uma carrinha de marca Ford, aparentemente sem condutor. Os transeuntes e os média locais assumiram logo que se tratava de um novo veículo autónomo, e a Internet encheu-se de notícias, imagens, vídeos e conjeturas sobre que empresa estaria por trás desta nova tecnologia, aparentemente muito mais compacta que os LIDAR que habitualmente se vêm nos modelos em teste de empresas como Waymo, Uber e outras.

O timing para o acontecimento também encaixava, pois, há relativamente pouco tempo, aquele Estado norte-americano havia emitido licenças para o teste de veículos autónomos na via pública.

A verdade foi revelada na segunda-feira, no Twitter, quando Adam Tuss, jornalista enviado pela cadeia televisiva NBC conseguiu parar ao lado do veículo num sinal vermelho e viu que, afinal, era uma pessoa que estava atrás do volante, ainda que dissimulada no banco do condutor e tapada com um tecido que tornava difícil perceber que ia alguém naquele lugar.

O The Guardian, que avança hoje com a desmistificação do caso, afirma que se tratava de uma pessoa com ligações à Universidade Virgina Tech. Citando o Instituto de Transportes da universidade, o The Guardian afirma que tudo não passou de uma investigação para ver de que forma reagiriam os condutores “normais” a uma situação em que partilhariam a estrada com um veículo autónomo. “O banco do condutor foi configurado para tornar o condutor menos visível, mas mantendo sempre a sua capacidade de controlar e responder com eficácia às condições do meio ambiente que envolvia a viatura”, afirmou ao jornal fonte oficial da universidade.





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