Novo Banco: Sindicato dos Quadros reafirma defesa pela nacionalização “transitória”

Parlamento chumbou os projetos de nacionalização Novo Banco, do BE e do PCP, mas o Sindicato liderado por Paulo Marcos Gonçalves reafirma a sua defesa pela "nacionalização transitória".

Rafael Marchante/Reuters

No dia em que foram discutidos na Assembleia da República dois projetos-lei, apresentados pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Comunista Português, com vista à nacionalização/integração do Novo Banco no setor público bancário, “o SNQTB – Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários, enquanto maior sindicato do setor bancário e o mais representativo no Novo Banco reafirma a sua posição de que a nacionalização transitória seria a solução mais ajustada para garantir um Novo Banco uno, equilibrado, com compromisso da manutenção dos postos de trabalho e que mantenha o centro de gestão em Portugal, em proveito da economia portuguesa, particularmente das pequenas e médias empresas”.

O parlamento chumbou hoje esses dois projetos de lei de BE e PCP que defendiam a nacionalização do Novo Banco, e rejeitou também um texto do PSD sobre as condições do empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução.

Os textos de BE e PCP mereceram o voto contra de PS, PSD e CDS-PP, com todas as demais bancadas – “Os Verdes” e PAN” – a acompanharem bloquistas e comunistas.

Já o projeto de resolução do PSD recomendando ao Governo a renegociação das condições do empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução da banca teve votos positivos de sociais-democratas e do CDS-PP, abstenção do PAN e votos contra de PS, PCP, BE e “Os Verdes”.

Um outro projeto de resolução do BE, advogando “descontentamento pela decisão de venda do Novo Banco sem consulta” ao parlamento foi também chumbado com os votos contra de PS e PSD e a abstenção do CDS, avança a Lusa.

O SNQTB considerou ainda em comunicado que “a Caixa Geral de Depósitos deverá continuar a assegurar a sua relevante presença em toda a geografia nacional, mantendo a sua preponderante intervenção no desenvolvimento económico do país, das suas comunidades e populações”. Isto porque, diz o sindicato liderado por Paulo Marcos Gonçalves, “a Caixa Geral de Depósitos, enquanto banco público, tem especiais responsabilidades na disponibilização de serviços bancários no nosso país.
Atualmente, os serviços bancários de proximidade assumem grande relevo na qualidade de vida das populações e asseguram a coesão social, a nível comunitário e nacional, tal como sucede com a existência de serviços de saúde, escolas, tribunais ou correios”.

 

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