Norges Bank volta atrás e reforça na EDP após anúncio da OPA

O total de ações detidas pelo Norges Bank voltou a ultrapassar o patamar dos 2%, dias depois de o fundo soberano ter reduzido a participação. Entre uma operação e outro esteve o anúncio da OPA pela China Three Gorges.

Dias depois de ter reduzido, o Fundo Soberano da Noruega voltou a aumentar a participação que detém no capital social da EDP. A diferença entre uma operação e a seguinte foi o lançamento da Oferta Pública de Aquisição (OPA) voluntária pela China Three Gorges para adquirir a totalidade da elétrica portuguesa. O Norges Bank detém atualmente, direta e indiretamente 2,21% das ações.

“No dia 15 de maio de 2018, o Norges Bank comunicou à EDP a alteração do título de imputação da sua participação qualificada”, anunciou a elétrica em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), esta quinta-feira.

Desta terça-feira, que a participação do fundo é composto “por 80.828.556 ações, representativas de 2,21% do capital social da EDP e dos respetivos direitos de voto”. Do total de títulos, 77.923.472 (correspondentes a 2,13% do capital social da EDP) são detidos directamente pelo Norges Bank, enquanto 2.905.084 acções (correspondentes a 0,08% do capital social da EDP) são imputáveis ao Norges Bank através de instrumentos financeiros, nomeadamente através de Shares on Loan.

“O total de ações detidas diretamente pelo Norges Bank ultrapassou o patamar de 2% do capital social da EDP no dia 14 de maio de 2018”, acrescentou a EDP.

Na semana anterior, antes do anúncio da OPA, o fundo soberano da Noruega tinha realizado a operação inversa, perdendo a posição qualificada, ou seja, mais de 2% do capital da elétrica portuguesa. A operação de alienação tinha sido realizada dias antes de o consórcio chinês (que já é o maior acionista da EDP, com 23,27% do capital social) ter oferecido uma contrapartida de 3,26 euros por cada ação que ainda não detém.






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