Mota e Sonae seguram Bolsa de Lisboa que fecha em alta mas abaixo da Europa

As fortes subidas da Mota-Engil e da Sonae aguentaram o PSI 20 que fechou a subir 0,08%. As ações dos CTT caíram -2,97% para 2,944 euros na véspera da Assembleia Geral. Na Europa o verde dominou. O índice global EuroStoxx 50 subiu 1,07% para 3.477,9 pontos.

As principais praças europeias fecharam em alta e o PSI 20 consegui fechar na linha de água ao valorizar 0,08% para 5.458,3 pontos, com destaque para as subidas significativas das ações da Mota-Engil (+2,17% para 3,535 euros por ação) e as da Sonae SGPS que apreciaram 2,74% para 1,12 euros. As  ações da EDP registaram um ligeiro ganho de 0.19% para os 3.1630 euros.

O verde é a tónica maioritária dos títulos que compõem o PSI 20, mas há oito títulos em terreno negativo: Pharol (-0,32% para 0,188 euros); Altri (-0,18% para 5,47 euros); Jerónimo Martins (-0,94% para 14,2 euros); a NOS com uma queda de -0,25% para 4,868 euros; a EDP Renováveis perdeu -0,06% para 8,005 euros; a REN desceu -0,08% para 2,538 euros; o BCP recuou 0,11% para os 0,2808 eurose finalmente a maior queda cabe aos CTT que amanhã realizam a sua Assembleia Geral.

As ações dos CTT caíram -2,97% para 2,944 euros. Os CTT lideraram assim as perdas do PSI 20, depois de terem tocado num novo mínimo histórico (2,95 euros).  “Os CTT têm sofrido vários cortes na recomendação recentemente. Uma das mais recentes foi a do Caixa BI que cortou de ‘buy’ para ‘neutral’ e ainda reduziu o preço-alvo para 3,10 euros por ação. Tudo isto ajuda a explicar os mínimos de hoje”, diz Paulo Rosa, trader da Go Bulling, à Reuters.

Com isto o PSI 20 foi a praça europeia que fechou com menores ganhos. O índice global EuroStoxx 50 subiu 1,07% para 3.477,9 pontos. Nas bolsas da Europa, o CAC 40 subiu 0,76%; o Dax alemão ganhou 1,64% para 12.595,14 pontos; o FTSE 100 ascendeu 0,39% para 7.226,05 pontos; o Ibex fechou em alata de 0,54% para 9.818, 7 pontos e Milão e o seu FTSE MIB escalou 1,37%.

“Os mercados europeus encerraram em alta, tendo sido favorecidos em parte pela tendência positiva observada em Wall Street”, dizem os analista do BPI.

A análise diz que “os produtores de matérias-primas distinguiram-se ao figurarem entre os melhores performers, já que se trata de um setor bastante exposto à China e hoje foram conhecidos dados favoráveis sobre esta economia.  “No 1º trimestre, o PIB deste país cresceu 6.80%, superando marginalmente as previsões de 6,70%. Adicionalmente as vendas a retalho aumentaram em março 10,10% (versus 9.70% da estimativa) e a produção industrial 6% (face os 6.30% estimados.). No 1º trimestre, o investimento em capital fixo subiu 7.50%”.

“Pelo contrário, as empresas relacionadas com artigos para o lar foram penalizadas pelo facto de o Credit Suisse ter reduzido a sua recomendação de «neutral» para «underperformance»”, avança o BPI.

No plano macroeconómico, o índice de sentimento Zew, relativo aos agentes financeiros alemães, caiu pelo 3º mês consecutivo para os -8.2, o nível mais baixo desde novembro de 2012.

Noutros mercados, o petróleo em Londres sobe 0,11% para 71,5 dólares enquanto o norte-americano West Texas valoriza 0,05% para os 66,19 dólares.

O euro caiu face ao dólar, 0,32% para 1,234 dólares.

Juros em dia de Outlook do FMI

Hoje a Europa recebeu o World Economic Outlook (WEO) do Fundo Monetário Internacional (FMI) que revê em alta (face às previsões do WEO de outubro) em 0,4 p.p. as previsões de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) da economia portuguesa para 2018 (de 2,0% para 2,4%). Portugal é no entanto o quinto país que menos cresce na zona euro.

As previsões do FMI para a taxa de desemprego em Portugal para 2018 são de 7,3% (valor revisto em baixa em 1,7 p.p. face às previsões do WEO de outubro). Relativamente ao saldo da Balança Corrente em percentagem do PIB, o FMI prevê um valor de 0,2% para 2018 (valor revisto em baixa em 0,1 p.p.). Já no que se refere à variação do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), o FMI prevê 1,6% para 2018 (2,0% nas previsões de outubro).

FMI prevê, ainda, um crescimento real do PIB mundial de 3,9% em 2018 e em 2019 (valores que se mantêm face ao update de janeiro), as economias desenvolvidas deverão crescer 2,5% em 2018 e 2,2% em 2019 (valor de 2018 revisto em alta em 0,2 p.p. em comparação com o update de janeiro) e a Zona Euro 2,4% e 2,0%, em 2018 e 2019, respetivamente (valor de 2018 revisto em alta em 0,2 p.p. em comparação com o update de janeiro). O crescimento previsto pelo FMI para os países emergentes é de 4,9% e de 5,1% em 2018 e 2019, respetivamente (valor de 2019 revisto em alta em 0,1 p.p. face ao update de janeiro).

 

Os juros soberanos portugueses caem 3,1 pontos base para os 1,617%, e Espanha vê as yields baixarem  2,3 pontos base para 1,221%. Itália regista uma melhoria (queda dos juros) de 4,3 pontos base para uma yield de 1,759%. Os juros a 10 anos da Alemanha caem 1,8 pontos base para 0,507%.

 




Mais notícias
PUB
PUB
PUB