Ministro das Infraestruturas desvaloriza a possibilidade do Governo ter de injetar 270 milhões na TAP

Na prática, se a TAP falhar os pagamentos aos bancos, o Estado e os acionistas privados serão chamados a assumir as responsabilidades da companhia.

Cristina Bernardo

Pedro Marques, Ministro do Planeamento e das Infraestruturas disse à SIC que a TAP “como qualquer acionista tem de assumir as suas responsabilidades sobre o financiamento bancário”, mas desvalorizou o assunto e disse que não se trata de um aumento de capital.

No acordo com os bancos financiadores está previsto que a Parpública (holding do Estado que tem 50% da TAP depois da reversão da privatição) possa ter de vir a realizar prestações acessórias à TAP de mais de 269,7 milhões de euros. Cabendo aos privados da Gateway (45%) a possibilidade de terem de injectar 242,7 milhões.

Os valores de prestações acessórias foram estipulados nos acordos com os bancos que aceitaram assim a extensão da maturidade do empréstimo de 120 milhões que vencia em 2022, segundo uma notícia de hoje do Jornal de Negócios. Na prática, se a TAP falhar os pagamentos aos bancos, o Estado e os acionistas privados serão chamados a assumir as responsabilidades da companhia.

 

 

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