Metro de Lisboa: Costa defendeu plano com 38 novas estações em 2009

"Vou organizar uma corrida entre um Ferrari e o Metro, para entendermos que o grande meio de transporte na cidade é o Metro e não o carro," afirmou Costa, na versão de autarca, quando reivindicava 38 novas estações.

Rafael Marchante/Reuters

O Governo liderado por António Costa apresentou na semana passada um plano de desenvolvimento da rede do Metro de Lisboa que prevê a construção de duas novas estações (Santos e Estrela) até 2021. No entanto, quando exercia o cargo de presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), o mesmo Costa defendeu um plano com 38 novas estações até 2020. Quase o dobro das 20 estações propostas agora por Assunção Cristas, líder do CDS-PP e candidata à presidência da CML.

Em setembro de 2009, a poucas semanas da realização de eleições legislativas e autárquicas, o Governo liderado por José Sócrates lançou um plano de expansão da rede do Metro de Lisboa que previa a construção de 30 novas estações até 2020. A CML, presidida então por Costa, deu um parecer favorável ao projeto e reivindicou uma linha adicional de metro ligeiro de superfície com mais oito estações, para servir uma área não definida entre a Alta de Lisboa, Ameixoeira, São Francisco de Assis e Quinta das Mouras.

“Vou organizar uma corrida entre um Ferrari e o Metro, para entendermos que o grande meio de transporte na cidade é o Metro e não o carro,” afirmou Costa, a 2 de setembro de 2009, na reunião pública do executivo municipal lisboeta em que se debateu o parecer favorável ao plano de Sócrates. Recorde-se que, em 1993, quando se candidatou à presidência da Câmara Municipal de Loures, Costa promoveu uma corrida entre um Ferrari e um burro (de Lisboa a Loures), durante a campanha eleitoral, reivindicando o alargamento do Metro de Lisboa até ao concelho de Loures.

Chegado a 2017, já no cargo de primeiro-ministro, Costa planeia apenas duas novas estações (e outras duas em estudo), muito distantes de Loures que continua a não ter acesso à rede do Metro.

[*] Leia a versão completa deste artigo na edição em papel do “Jornal Económico”.

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