Recentemente a última sondagem, ainda que a muito tempo das próximas regionais, mostra, portanto por ora, que ninguém conseguirá a maioria absoluta e que será necessário aos partidos juntarem forças para poderem governar com conforto parlamentar. Ou seja, estabilidade e força, só com coligações pré-eleitorais ou acordos parlamentares pós-eleitorais.

Por norma, pelo menos assim tem sido, na Madeira, a Direita, nas eleições regionais, tem praticamente dois terços do eleitorado. Mais coisa, menos coisa, foi isto que aconteceu em 2011 e em 2015, tal como tinha assim acontecido em todas as outras eleições, ainda que nas duas últimas tenha-se verificado uma descida acentuada do PSD, apesar de ter conseguido manter as maiorias absolutas, sendo a última mesmo rés-vés. A par disto, tem-se verificado uma transferência de eleitorado para o CDS que é, não o esqueçamos, desde 2011, o segundo partido na Assembleia Legislativa.

Recentemente a última sondagem, ainda que a muito tempo das próximas regionais, mostra, portanto por ora, que ninguém conseguirá a maioria absoluta e que será necessário aos partidos juntarem forças para poderem governar com conforto parlamentar. Ou seja, estabilidade e força, só com coligações pré-eleitorais ou acordos parlamentares pós-eleitorais.

Nos vários cenários que se colocam quer pré, quer pós, o CDS parece ser, à partida, a noiva bafejada, por poder casar facilmente com qualquer dos partidos bem colocados para vencer com maioria relativa as eleições, sendo certo que tal parece mais fácil de acontecer para o PSD do que para o PS, apesar de no on-line do Económico Madeira já ter escrito e explicado – e mantenho-o! – que Miguel Albuquerque não irá ganhar em 2019.

E não será assim tão difícil o CDS casar com o PSD. Embora tal nunca tenha acontecido na Madeira, no Continente, a música tem sido outra, situação que poderá legitimar essa opção. E não tenhamos quaisquer dúvidas que este cenário passa pela cabeça dos directórios políticos regionais e nacionais. Agora o casamento com o PS já parece mais difícil. E a razão chama-se Bloco de Esquerda. Os democrata-cristãos nunca farão parte dessa boda orgíaca, ménages, sim mas apenas a três (PS/CDS/JPP) com resultados superiores a PSD/CDS. Aliás, esta “Troika” chegou a ser uma hipótese bastante forte para 2015 e só não terminaram bem as negociações porque o candidato foi Victor Feitas, o tal em que ninguém acreditava nem queria e cuja teimosia e premeditada ocultação dos estudos de opinião para enganar os órgãos do PS teve como consequência mais uma maioria absoluta do PSD, com tudo o que isto de mau tem significado para os madeirenses e porto-santenses.

Quanto ao JPP e BE parece evidente que só têm um caminho. O de juntarem-se ao PS. De fora, ficarão naturalmente os comunistas. Não têm mostrado, na Região, até à data qualquer interesse em parcerias políticas e ainda hoje me espanto por, em 2012, terem aceitado o pacto proposto por Carlos Pereira, então vice-presidente e líder parlamentar do PS, que conseguiu unir toda a oposição para um normal e correcto funcionamento da ALRAM, a exemplo do que acontece nos parlamentos das democracias adultas. Ainda assim, é verdade que o desaire que tiveram nas Autárquicas de 2017, em que perderam o vereador que tinham dando a maioria absoluta ao actual presidente da Câmara Municipal do Funchal e candidato independente pelo meu partido, caso o Monte o deixe, e a positiva experiência a decorrer na República pode fazer com que arrepiem caminho.




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