Marques Mendes: “tem que haver uma investigação” à tragédia

O comentador não quis cumprir a agenda habitual, tendo falado apenas da tragédia de Pedrógão Grande. Consequências políticas, só mais tarde, frisou.

O comentador da SIC, Marques Mendes, considera que, “há perguntas a que as pessoas querem respostas” sobre “se foi feito tudo para minimizar os danos” – apesar de achar que as autoridades envolvidas estiveram bem na resposta à tragédia de Pedrógão Grande. “É preciso restaurar ao vigilantes da floresta”, cujo desaparecimento “foi um crime”.

Numa intervenção que teve apenas a tragédia como tema, Marques Mendes aproveitou para salientar a solidariedade internacional – tendo querido destacar o papel de Espanha, solidária não só em meios para o terreno mas também do ponto de vista financeiro.

O comentador não se quis alongar no que diz respeito às questões políticas que inevitavelmente vão estar presentes de agora em diante – tendo assim secundado todos os agentes políticos nacionais, que se escusaram durante todo o dia em avançar com outras palavras que não fossem exclusivamente a prestação de solidariedade para com todos os envolvidos.

Mesmo assim, Marques Mendes colocou algumas questões, nomeadamente sobre se se devia ou não ter fechado a agora tristemente conhecida por ‘estrada da morte’ antes de toda a imensa tragédia ali ter ocorrido. Lembrou ainda que os fogos continuam a ser um problema do verão português, quando devia acontecer precisamente o contrário: “é no inverno” que o problema a deve ser levantado. E lembrou também algo que é recorrente: a necessidade “de se limparem as florestas”.

O comentário semanal não teve qualquer outro tema, o que serve também para clarificar que Marques Mendes preferiu assumir uma espécie de luto, juntando-se assim à onda de solidariedade que passa pelo país inteiro.

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