Marcelo: “hora de dor mas também de combate”

Presidente da República dirigiu-se ao país para agradecer a todos os envolvidos. Ministério Público vai abrir inquérito.

Foto: Cristina Bernardo

O Presidente da República – que já se deslocou ao local da tragédia do fogo de Pedrógão Grande – acaba de fazer uma alocução ao país, na qual disse que esta “é uma hora de dor mas também de combate” que deve unir todos os portugueses em torno do apoio incondicional àqueles que mais foram envolvidos pelos trágicos acontecimentos.

Numa curta intervenção, o Presidente agradeceu a todos os que de algum modo estiveram envolvidos e deu a conhecer pelo menos parte da enorme lista de condolências e solidariedade que recebeu das mais diversas partes do mundo. Neste particular, Rebelo de Sousa disse que o presidente da Colômbia, Juan Santos, cancelou solidariamente a visita de Estado a Portugal, que estava marcada para esta semana.

O Presidente acabou a intervenção afirmando que “nos instantes mais difíceis, somos como um só”.

Isso mesmo ficou patente durante todo o dia, com todos os partidos a cancelarem as suas atividades e a reservarem-se de fazerem qualquer declaração política em torno da tragédia. Para mais tarde ficarão, assim, as consequências políticas do que aconteceu no centro do país – o que não poderá deixar de ocorrer. Constança Urbano de Sousa, ministra do Interior, que acompanhou os acontecimentos visivelmente emocionada, será por certo chamada a dar algumas explicações – num cenário em que o histórico deste tipo de tragédias (a da Ponte de Entre-os-Rios, com Jorge Coelho) custa normalmente o lugar ao seu responsável máximo.

Entretanto, o Ministério Público abriu um inquérito aos acontecimentos – mesmo que, para já, seja quase certo que a tragédia teve início num acontecimento natural.

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