Luís Filipe Castro Henriques: “Temos de diversificar negócios e geografias”

O presidente da Aicep diz que “não podemos estar sempre a fazer o mesmo”.

Em entrevista ao Jornal Económico, Luís Filipe Castro Henriques diz que um dos grandes objetivos para reforçar as exportações e captar investimento estrangeiro para Portugal passa por diversificar setores e geografias. E entende que é “perfeitamente atingível” a meta das exportações a valerem 50% do PIB antes de 2025.

No ano passado, quanto valeram as exportações portuguesas face ao PIB?
Os números e teorias diferem. Mas diria que no ano passado as exportações portuguesas valeram entre cerca de 41% e de 42% do PIB nacional. É uma grande evolução, se tivermos em conta que antes de 2009 essa percentagem era abaixo de 30%. Entre 2009 e 2006, essa percentagem subiu, mas vale menos porque o PIB foi descendo, na sua grande maioria. O que nós queremos é que a percentagem das exportações suba sobre um PIB também ele em crescimento.

Quando pensa que se pode atingir a meta de as exportações nacionais valerem 50% do PIB, inscrita neste novo plano estratégico da Aicep?
Em termos de previsões, tenho muita consideração por Keynes e sei que mais vale estar vagamente certo do que precisamente errado. Mas estou convencido que o objetivo de as exportações nacionais valerem 50% do PIB é perfeitamente atingível até 2025. E na Aicep tudo faremos para que essa meta seja atingida o mais cedo possível nesse período que vai de 2020 a 2025.

Quanto ao investimento estrangeiro, qual o valor captado pela Aicep nos últimos anos e as previsões para os próximos?
Nos últimos três anos, conseguimos captar um média de 300 milhões de euros de IDE a mais do que nos anos anteriores. Tem sido uma média de mil milhões de euros de IDE por ano face a um valor que oscilava entre 600 e 800 milhões de euros nos anos precedentes. É essa meta de manter 300 milhões de euros, em média, por ano, de IDE a mais, que queremos manter para os próximos anos. Mas não podemos estar sempre a fazer o mesmo, temos de diversificar setores e mercados, e isto também é válido para as exportações.



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