Lucro líquido da Galp sobe 14% para 151 milhões no segundo trimestre

Os números da petrolífera nacional foram influenciados positivamente pelo aumento da produção no Brasil, pela subida da margem de refinação e pelo contexto económico positivo na Península Ibérica. O bom desempenho leva a petrolífera a prever que irá superar a meta do EBITDA este ano.

O lucro líquido ajustado da Galp Energia subiu 14%, em termos homólogos, para 151 milhões de euros no segundo trimestre deste ano, suportado pela boa performance nos negócios da ‘refinação e distribuição’  (R&D) e da produção de petróleo no Brasil, anunciou a empresa. Os números são ajustados para corrigir os efeitos de ‘stock’ e eventos não-recorrentes (RCA).

“O resultado líquido RCA aumentou 18 milhões de euros para os 151 milhões, apesar de ter sido impactado pelo aumento de impostos decorrente de resultados mais elevados no negócio de Exploração e Produção (E&P)”, explicou, em comunicado divulgado no site da CMVM.

Adiantou que, entre abril e junho deste ano, o EBITDA – lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização – também ajustado, disparou 40% para 473 milhões de euros. Os analistas do Caixa Banco de Investimento (BI) apontavam para um lucro ajustado de 149 milhões de euros e um EBITDA de 464 ME.

Em relação ao conjunto dos primeiros seis meses de 2017, o lucro líquido avançou 1% para 250 milhões de euros e o EBITDA disparou 41 % milhões de euros para 891 milhões.

Numa apresentação, também divulgada no site da CMVM, a Galp informou que “com a execução e o contexto a suportarem o desempenho em 2017”, o EBITDA do grupo para este ano deverá ficar acima do guidance inicial que era de 1.500 a 1.600 milhões de euros.

Margem e contexto

A Galp explicou que o EBITDA RCA do negócio de Refinação & Distribuição (R&D) no trimestre  “beneficiou do aumento da margem de refinação e da elevada disponibilidade do aparelho refinador, no seguimento da melhoria das margens de refinação no mercado internacional. Destaca-se também o forte contributo da atividade de comercialização de produtos petrolíferos, suportada pelo contexto económico na Península Ibérica e nos países africanos nos quais a Galp opera”.

Salientou que “a atividade de comercialização de produtos petrolíferos foi suportada pela envolvente económica na Península Ibérica, onde se registou uma procura robusta em particular nos subsegmentos de retalho, aviação e bancas marítimas no wholesale“.

A margem de refinação da Galp avançou 26% para 5,7 dólares por barril. A Galp já tinha informado, no trading update de a 17 de julho, que o volume de crude processado aumentou 13,9% em termos homólogos para 30 milhões de barris no segundo trimestre.

Nessa altura a Galp informou também que produziu 78 mil barris em média por dia entre abril e junho deste ano, mais 51% face ao período homólogo e 1,5% mais do que no primeiro trimestre de 2017. A empresa adiantou que a produção net entitlement (sem custos com direitos de exploração pagos aos estados) aumentou 68,8% para 88.100 barris diários, enquanto a produção working interest (após pagos os impostos em espécie) – avançou 64,2% para 89.900 barris por dia.

A produção no Brasil, em termos de net entitlement, escalou quase 82% para 81.800 barris por dia, mais do que compensando uma descida de 12,8% em Angola para 6.900 barris.

A Galp explicou que para além do aumento de produção, beneficiou ainda de subidas nos preços de petróleo e gás natural, com preço médio de venda do grupoi a a avançar para 43,4 dólares de 38,3 dólares no período homólogo.

O negócio de G&P registou um EBITDA  RCA de 46 milhões de euros no segundo trimestre, um decréscimo de 51 milhões face ao período homólogo, “na sequência da desconsolidação pelo método integral da atividade de infraestruturas reguladas e da menor contribuição das atividades de comercialização ibérica e de trading de GNL (Gás Natural Liquefeito)”.

A 30 de junho de 2017, a dívida líquida da Galp situava-sese em 1.856 milhões de euros, uma redução de 39 milhões face ao final do primeiro trimestre.

As ações da Galp sobem 1,49% para 13,59 euros, numa sessão em que o índice PSI 20 avança 0,47%.

[Notícia atualizada às 08h15]






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