Lucro do banco BIG subiu 19,7% no ano passado, para 52,3 milhões

"Os resultados de 2017 refletem um melhor desempenho nos dois principais negócios do BiG: Tesouraria e Mercado de Capitais, e Weatlh Management & Advisory, que registaram ambos um aumento significativo de receitas", anuncia o banco liderado por Carlos Rodrigues.

O Banco de Investimento Global (BIG) gerou um lucro líquido consolidado de 52,3 milhões de euros em 2017, o que traduz uma subida de 19,7% face aos 43,7 milhões obtidos em 2016, anunciou a instituição financeira, esta segunda-feira.

O Produto Bancário (comissões, margem financeira e resultados de trading) em 2017 atingiu 103,7 milhões, mais cerca de 37% face a 2016. O comunicado do banco não detalha o crescimento das rubricas que compõem o produto bancário.

Os Resultados por ação ordinária foram 0,30 euros em 2017 (0,33 euros excluindo o efeito de diluição resultante de um aumento de capital efectuado no mês de Dezembro – foram emitidas 15.947.388 novas ações). Isto compara com 0,28 euros por ação em 2016.

“Os resultados de 2017 refletem um melhor desempenho nos dois principais negócios do BiG: Tesouraria e Mercado de Capitais, e Weatlh Management & Advisory, que registaram ambos um aumento significativo de receitas”, anuncia o banco liderado por Carlos Rodrigues.

“O Banco geriu a dimensão e composição do seu Balanço durante 2017 tendo em conta o contexto generalizado de reduzidas taxas de juro para riscos investment grade e títulos de renda fixa, que representam a maior fatia dos activos”, explica o BiG.

O valor contabilístico por ação do BiG foi de 1,98 euros, o que compara com 1,70 euros por ação em 2016. “Estes valores representam um crescimento anual do valor contabilístico do Banco de 16%”, diz a nota da instituição.

O BiG teve uma rendibilidade dos Capitais Próprios Médios (ROE) em 2017 de 17,3%, versus 16,1% em 2016.

Em termos de capital, o rácio Core Tier 1 do Banco a 31 de dezembro era de 45,1%, o que compara com 31,6% em 2016.

No que se refere ao Balanço, o rácio de Crédito Vencido/Crédito Total Concedido foi de  0,05%. Um peso residual e que compara bem com o setor.

O rácio de Activos Líquidos / Capitais Próprios (rácio de alavancagem simples) era 5,4 vezes em 31 de dezembro de 2017, versus 6,6 vezes em 31 de dezembro de 2016.

O BiG revela ainda que o rácio de Cobertura de Liquidez a no fim de 2017 ficou nos 312%, que compara com os 228% registados em 2016.

Carlos Rodrigues, Presidente do Conselho de Administração e CEO do Banco, diz na nota que “o enquadramento em 2017 permitiu um ligeiro crescimento de activos e uma subida de cerca de 20% dos Resultados Líquidos, com um aumento de liquidez e melhorias nalguns ratings de crédito, que resultaram, por sua vez numa escassez de oportunidades de aquisição de activos que proporcionassem níveis de retorno adequados”.

O presidente do banco diz que “durante o ano, o BiG manteve o foco na preservação de capital e disciplina relativamente ao volume do Balanço, e aos riscos de crédito e de mercado associados”.

“O BiG atravessou o período em que o país esteve com um nível non-investment grade com resultados sólidos, duplicando a sua base de capital, e mantendo uma distribuição regular de dividendos aos accionistas.”, adiantou.

A notação de rating da divida da República portuguesa por parte da S&P e da Fitch, duas das três maiores agências de rating Internacionais, subiu para nível investment grade no último quadrimestre de 2017, pela primeira vez desde o período de bailout.

 




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