Irão os casinos prosperar ou cair com Trump?

Uma coisa que a eleição de Trump trouxe ao panorama mundial foi uma grande incerteza do que esperar de alguém que não tem problemas em assumir conflitos, foi extremista na sua campanha e promete mudar muita coisa.

Carlos Barria/REUTERS

Nesse sentido, as relações internacionais são quem está mais expectante para ver o que acontece e que posições tomam em relação aos Estados Unidos, por causa do poder que têm, mas porque não se revêm no discurso do novo presidente americano, e querem ver até onde os seus comportamentos condizem com as suas atitudes.

Ora, internamente, existem alguns setores que é do conhecimento público que irão melhorar, porque Trump já afirmou que irá investir lá. Como a indústria americana, em que uma boa parte já tinha falido, devido à competitividade e produtividade asiática, especialmente em termos de custo de fabrico. Isso, por um lado, dará mais emprego aos norte americanos, apesar de eles já se encontraram praticamente numa situação de pleno emprego, mas também levanta a dúvida se isso será suficiente para fazer com que as pessoas paguem mais por algo que é apenas feito nos Estados Unidos, como por exemplo, um automóvel.

Mas, fora desse lote, existe um grande grupo de indústrias que não sabe bem o que esperar de Trump, nem do seu comportamento de romper com quase tudo o que havia sido, e bem feito, anteriormente por Barack Obama. Uma dessas indústrias é a dos casinos que não sabe bem em que pé se encontra. Em primeiro lugar, porque Trump é a favor dos casinos e já teve alguns, e inclusive já tentou abrir um casino online com a sua filha. Ele mesmo já disse que achava errado que os Estados Unidos não aproveitassem o potencial de impostos e lucros que esta indústria poderia dar, o que poderá ser optimista para esta indústria. Por outro lado, a questão de legislar lucros e impostos de empresas de casinos online, pode abrir portas para que elas se sediem onde será mais vantajoso para elas, e apenas operem nos Estados Unidos, minimizando o impacto económico que poderão ter. Além disso, o tempo e esforço que este tipo de leis levará para ser efetivado, pode jogar contra as políticas de aposta nesta indústria, uma vez que, a eleição de Trump tornou vários outros assuntos muito mais urgentes e dispendiosos. Há ainda a questão que, em praticamente todos os mercados e indústrias, onde existem facilidades para o negócio online florescer, que os negócios físicos caiam, e como nos Estados Unidos existem pelos menos duas grandes cidades, e muito turísticas que vivem do jogo, poderiam sair afetadas com uma medida destas. A julgar pelo discurso patriotista de Trump, isso é algo que ele quererá evitar a todo o custo.

Nesse sentido, é apenas uma questão de esperar para ver, mas as dúvidas são muito mais e maiores que as certezas, com Trump a liderar a maior potência económica, política e militar a nível mundial.




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