Irão ataca Síria em retaliação pelo duplo ataque do Daesh

O ataque iraniano às bases do autoproclamado Estado Islâmico, na Síria, surge em resposta ao duplo atentado contra o Irão levado a cabo a 7 de junho, no parlamento e no mausoléu do aiatola Khomeini, fundador da república do Irão, que vitimou 17 pessoas.

O Irão disparou este domingo seis mísseis de médio alcance contra bases do autoproclamado Estado Islâmico na Síria, em retaliação pelos ataques perpetrados pelo grupo terrorista na semana passada em território iraniano. O ataque ocorreu poucas horas depois do líder supremo iraniano, o aiatola Ali Khamenei, ter prometido que o país iria “infligir um golpe aos seus inimigos”, tratando-se este do primeiro ataque militar iraniano desde a fim da guerra Irão-Iraque há quase trinta anos.

Em comunicado, os Guardiães da Revolução, a tropa de elite do regime iraniano, explicam que os mísseis foram lançados do oeste do Irão, em resposta aos crimes contra o povo iraniano levados a cabo a 7 de junho, no parlamento e no mausoléu do aiatola Khomeini, fundador da república do Irão. Os Guardiães da Revolução defendem ainda que o ataque deste fim-de-semana se tratou de uma retaliação pelo sofrimento imposto às famílias dos “mártires” mortos pela mão de terroristas.

Os Guardiães da Revolução dão conta de que “um grande número de terroristas foi morto e os seus equipamentos e armas destruídos” no ataque contra “bases de terroristas” na região síria de Deir Ezzor. A impensa iraniana indica que os mísseis percorreram uma distância de 650 quilómetros até atingirem os respetivos alvos.

A tropa de elite do Irão avisa ainda aos “terroristas e aos seus protetores na região e fora da região” que “em caso de repetição destes ataques satânicos contra o povo iraniano, eles deverão esperar a ira revolucionária e as chamas da vingança”. O duplo ataque no início de junho, reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico, fez 17 mortos e dezenas de feridos na capital iraniana, Teerão.

Embora esteja envolvido na luta contra o terrorismo no Médio Oriente, entre os quais o autoproclamado Estado Islâmico, esta foi a primeira vez que foram disparados mísseis a partir do país contra os grupos jihadistas na Síria.

O programa balístico do Irão tem vindo a ser alvo de críticas da comunidade internacional, que acusa o país de estar a “apoiar atos terroristas internacionais”. Os Estados Unidos aprovaram na passada quinta-feira por maioria absoluta novas sanções contra o Irão, que reitera que o seu programa nuclear é “totalmente legal e legítimo”. “As forças armadas iranianas vão continuar a defender a segurança e os interesses do país”, afirmou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, Bahram Ghassemi.





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