Investigação ao Montepio não vai atrasar Operação Marquês, garante PGR

Joana Marques Vidal confirmou o inquérito ao banco Montepio ressalvando que não influenciará o curso da investigação que envolve o antigo primeiro-ministro.

SBSI

Joana Marques Vidal, Procuradora-Geral da República (PGR), garantiu hoje que a investigação ao banco Montepio não vai atrasar a Operação Marquês.

“Há uma certidão que foi extraída do processo Marquês. Ou seja, o andamento de um não tem nada a ver com o andamento do outro. São processos que têm fases de desenvolvimento da respetiva investigação completamente distintas e que não se entrecruzam”, afirmou.

A Procuradora confirmou na passada quarta-feira a existência de um inquérito para investigar o financiamento concedido pelos bancos Montepio e Espírito Santo a um fundo para compra de terrenos.

Tomás Correia, ex-presidente do Montepio, foi constituído arguido num processo em que é suspeito de receber indevidamente 1,5 milhões de euros do empresário da construção civil, José Guilherme, à troca de uma concessão de crédito do banco num valor superior a 70 milhões de euros, noticia a Lusa citada pela comunicação social.

Já foram constituídos três arguidos no âmbito do inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal com origem numa certidão extraída da “Operação Marquês”.

O inquérito encontra-se em Segredo de Justiça e é dirigido pelo Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal.

Joana Marques Vidal referiu hoje aos jornalistas que “não há propriamente uma constituição de superequipas [para investigar o processo], o que há é a procura de utilização de metodologias que permitam, designadamente, aos responsáveis hierárquicos do MP sempre que houver processos que seja necessário intervir desse modo constitui-las”. A nova metodologia, segundo a PGR, passa pela constituição de equipas mais especializadas , “com magistrados de diversas áreas quando há processos que necessitem dessas equipas”.

A magistrada sublinhou ainda que defende a ideia de criação de novas estruturas, “o que estou a defender é que o MP se auto-organize, conforme seja necessário e de acordo com cada processo concreto”.



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