Insolvências na China deverão subir este ano

“As vulnerabilidades financeiras visíveis nos setores financeiro, corporativo e imobiliário e nas administrações locais estão interrelacionadas”, refere um relatório sobre a Ásia-Pacífico divulgado pela seguradora Crédito y Caución.

As insolvências na China deverão sofrer um crescimento em 2018 fruto de um endividamento significativo em indústrias como o aço, os metais, o transporte marítimo e a extração mineira, segundo as previsões da seguradora Crédito y Caución. O mais recente relatório da empresa sobre a região da Ásia-Pacífico recomenda precaução no momento de estabelecer relações comerciais com o gigante asiático, sobretudo quando os negócios envolvem Pequenas e Médias Empresas (PME) locais.

A análise surge um dia depois de um jornal do Partido Comunista Chinês (PCC) ter afirmado que o “sistema ocidental não é referência” para a China, defendendo o fim do limite de mandatos para o presidente e um maior domínio do PCC.

“A China mantém há muito uma ascensão contínua”, lembra o “Global Times”, jornal de língua inglesa do grupo do Diário do Povo, o órgão central do PCC. “E estamos cada vez mais certos de que a chave da trajetória da China consiste em manter uma liderança forte do PCC e seguir inequivocamente a chefia do Comité Central do Partido, com o camarada Xi Jinping no centro”, acrescenta.

A Crédito y Caución estima que a economia chinesa assista a um abrandamento progressivo do crescimento (5,2% em 2022). “As vulnerabilidades financeiras visíveis nos setores financeiro, corporativo e imobiliário e nas administrações locais estão interrelacionadas: qualquer perturbação num desses setores poderia causar uma reação em cadeia com impacto em outros sectores”, argumenta o relatório.

As falências dever-se-ão sobretudo ao endividamento naqueles segmentos e às “condições de crédito mais rigorosas que as firmas enfrentam, de acordo com a investigação da companhia de seguros. No mesmo documento, a Índia surge como destaque, com uma previsão de crescimento na ordem dos 7,6% em 2018, impulsionado pelo dinamismo da despesa pública e pelo consumo privado.






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