Inflação na zona euro desacelera para 1,3% em junho

Eurostat divulgou esta sexta-feira a estimativa rápida da subida dos preços nos países da moeda única em junho, depois do presidente do Banco Central Europeu ter dito esta semana que os fatores que pesam na inflação são, de momento, principalmente temporários.

A inflação na zona euro acelerou a um ritmo mais baixo em junho, tendo ficado em 1,3%, de acordo com a estimativa rápida publicada esta sexta-feira pelo Eurostat. O valor compara com uma taxa de inflação de 1,4% de maio. A queda dos preços da energia foi o principal fator que pesou na descida do índice, que voltou a ficar abaixo do objetivo do Banco Central Europeu (BCE).

“Olhando para os principais componentes da inflação da zona euro, espera-se que a energia tenha a maior taxa anual em junho (1,9%, em comparação com 4,5% em maio), seguida pelos serviços (1,6%, em comparação com 1,3% em maio), alimentos, álcool e tabaco (1,4%, em comparação com 1,5% em maio) e bens industriais não energéticos (0,4%, em comparação com 0,3% em maio)”, explica o comunicado do Eurostat.

O mandato do BCE é de uma inflação na zona euro próxima, mas abaixo dos 2%, e o indicador é usado pela instituição para ajustar os parâmetros de política monetária. No entanto, o presidente Mario Draghi não parece preocupado, tendo dito, no início da semana, que “as forças deflacionárias foram substituídas pelas da reflação”.

No discurso de abertura do Fórum do BCE na Penha Longa, em Sintra, Draghi adiantou que embora existam ainda fatores que pesam na inflação, de momento, são principalmente fatores temporários. Confiante que a politica monetária esta a ser eficaz e a ter efeitos na economia real, Draghi sublinhou que para que as dinâmicas da inflação se tornem duradouras e auto-sustentáveis o banco tem de persistir com a atual política e agir com prudência quando ajustar os parâmetros.





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