Inflação e desemprego dão margem de manobra ao BCE

Tanto os dados sobre a aceleração dos preços como sobre o mercado de trabalho são especialmente relevantes numa altura em que o BCE se prepara para o fim das medidas de política monetária não convencional.

O Banco Central Europeu (BCE) prepara-se para começar um debate sensível no outono, sobre o fim dos estímulos à economia da zona euro, mas a margem de manobra está a aumentar. A estimativa para o conjunto dos países da moeda única indica que a inflação global tenha estabilizado em 1,3% em julho, enquanto o desemprego caiu para mínimos desde junho de 2009, de acordo com dados divulgados esta segunda-feira.

“A surpresa positiva de hoje na inflação subjacente, que provavelmente dará ao BCE algum conforto, mesmo que o nível permaneça baixo”, explicou o economista do Morgan Stanley, Daniele Antonucci, à agência Reuters. Se a inflação global inverteu a tendência de desaceleração, o economista salienta a importância de a inflação subjacente (excluindo preços da energia e bens alimentares) ter acelerado para 1,3% em julho, face a 1,2% no mês anterior.

A notícia é animadora para a instituição liderado por Mario Draghi já que a meta do BCE é de uma inflação próxima, mas abaixo de 2%. Por outro lado, foi também conhecido esta segunda-feira que o a taxa de desemprego na zona euro está em mínimos de oito anos, em 9,1%, suportando a ideia de robustez da retoma da economia europeia.

Tanto os dados sobre os preços como sobre o mercado de trabalho são especialmente relevantes numa altura em que o BCE se prepara para o fim das medidas de política monetária não convencional.

Draghi anunciou na última reunião do banco central que o Conselho de Governadores começará a discutir o fim do programa de compra de ativos da zona euro no próximo outono. Atualmente a um ritmo de 60 mil milhões de euros em aquisições de ativos por mês, o BCE poderá ver assim sinais para começar a diminuir o valor mensal a partir do próximo ano.






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