“Há excesso de bancos na Europa”, alerta BCE

É também preciso que os serviços bancários estejam em boa posição para impulsionar o crescimento sustentável durante os próximos anos, à medida que são ajustadas as políticas monetárias extraordinárias, para cumprir com o objetivo do Banco Central Europeu.

REUTERS/Kai Pfaffenbach

“Há um excesso de bancos na Europa”, quem o diz é Yves Mersch, membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), referindo-se às dificuldades de rentabilidade que atravessam as entidades na Europa. O banqueiro do Luxemburgo considerou que é “imperativo” que a banca esteja em posição favorável para impulsionar o crescimento no futuro, à medida que se vão ajustando as políticas monetárias.

Mersch observou que a proporção de ativos bancários em relação ao PIB é muito maior na Europa do que no Japão ou nos EUA, e que os bancos europeus têm em média mais alavancagem do que os seus concorrentes, segundo o Expansion.

Assim, para o banqueiro, o elevado número de bancos resulta em menores margens, aumentando o risco dos empréstimos tornarem-se problemáticos.

“Um setor (europeu) mais consolidado ajudaria a sustentar a rentabilidade global e a aumentar a capacidade de resistência”, disse, reforçando a ideia de que, desta forma, os bancos estariam expostos a riscos mais diversificados, e seriam menos vulneráveis em países com crises económicas.



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