Há bolachas de água e sal e Maria que têm gordura e sal a mais

Uma investigação feita pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) mostra que nos supermercados há marcas de bolachas que usam o dobro do sal e da gordura para necessário para produzir estes produtos.

Carlos Garcia Rawlins/REUTERS

A Direção-Geral da Saúde (DGS) está a preparar-se para estabelecer novas metas recomendadas à indústria alimentar, com vista à reformulação das bolachas de água e sal e do tipo Maria. Em causa está o facto de estes dois tipos de bolachas, que são as mais consumidas entre os portugueses, ultrapassarem as doses recomendadas de sal e gordura.

Segundo uma investigação feita pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), citada pelo o jornal ‘Diário de Notícias’, nos supermercados há marcas de bolachas que usam o dobro do sal e da gordura para produzir estes produtos. Os autores do documento reforçam a ideia de que é, por isso, necessário serem “estabelecidas metas que permitam a reformulação gradual destes alimentos”.

Ao ‘Diário de Notícias’, o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS, Pedro Graça, garante que a DGS já está a tomar medidas e vai reunir-se, dentro de semanas, com a indústria alimentar para “fazer sugestões de reformulação de produtos”.

“Temos de tentar criar ambientes nos supermercados, nos mercados e nas lojas para que a oferta alimentar tenha teores médios menores de açúcar e de sal. Estamos a ultimar aquilo que podem vir a ser metas ou objetivos”, afirma Pedro Graça ao jornal.

A investigação aponta para que o consumo excessivo de alimentos que apresentem elevados teores de gordura saturada pode levar a um aumento do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Os especialistas aconselham os consumidores a que façam do pão a primeira escolha como fornecedor de hidratos de carbono.

“[O pão] continua a ser um excelente alimento, uma boa fonte de energia e uma energia limpa, ou seja, com quantidades reduzidas de substâncias adicionadas”, sublinha Pedro Graça.



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