Greve dos médicos: saiba o que vai ser afetado

Parte das operações e consultas programadas poderão ser adiadas, mas haverá serviços mínimos assegurados.

A Federação Nacional dos Médicos e Sindicato Independente dos Médicos convocaram uma greve nacional conjunta para quarta e quinta-feira. A greve começa às 00:00 de quarta-feira e termina às 24:00 de quinta-feira.

As estruturas sindicais antecipam que haja consultas e cirurgias programadas afectadas pela paralisação, mas sublinham que não é possível estimar “de forma fidedigna” quantos atos serão adiados.

Numa carta aberta do Sindicato Independente, citada pela Lusa, esta estrutura garante que “serão escrupulosamente cumpridos os serviços mínimos, os mesmos que são disponibilizados nas 24 horas de domingos e feriados”.

Assim, os serviços de urgências, quimioterapia, radioterapia, transplantes e diálise estão garantidos mesmo durante a greve. Entre os serviços mínimos a cumprir estão também a imunohemoterapia, cuidados paliativos em internamento, dispensa de medicamentos para uso hospitalar e punção folicular na procriação medicamente assistida.

Impasse nas negociações

A paralisação deve-se ao insucesso das negociações que decorreram com o governo no último ano, sobre matérias salariais e laborais.

Entre as medidas defendidas pelos médicos estão a limitação do trabalho suplementar em serviço de urgência a 150 horas anuais, em vez das 200 horas anuais atuais, e a imposição de um limite de 12 horas de trabalho em urgência como horário normal de trabalho.

Os profissionais reivindicam ainda o pagamento integral do trabalho extraordinário a partir de 2017, com efeitos retroativos, quando o governo está a reverter de forma faseada os cortes decididos pelo anterior Executivo, ao longo do ano.



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