Governo quer metade dos alunos do secundário em cursos profissionais

Esta segunda-feira assinala-se o Dia do Ensino Profissional. A Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional calcula que, no próximo ano letivo, haja aproximadamente mais dez mil vagas disponíveis.

O Governo está empenhado em atingir a realidade educativa de outros países da União Europeia e pretende aumentar o número de alunos que se inscrevem no ensino profissional, o que vai começar pela disponibilização de mais vagas nestes cursos teórico-práticos.

A Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) confirmou ao “Diário de Notícias” que, a partir do próximo ano letivo, vai iniciar-se o trabalho em prol desta meta e o ensino profissional poderá contar com mais dez mil alunos. O 10.º ano de escolaridade poder vir a “passar de um número de vagas de cerca de 42 mil alunos para um número de vagas que pode receber cerca de 52 mil no próximo ano”, refere a ANQEP ao DN.

No entanto, trata-se apenas de mais vagas – “uma rede de ofertas”, conforme as palavras do presidente da instituição pública, Gonçalo Xufre – e não se consegue estimar ainda a adesão dos alunos ao objetivo político e social. Ao que o responsável da ANQEP explicou ao jornal, pretende-se ainda que haja menos ‘discriminação’ para com os alunos dos cursos profissionais e que seja visto como “tão válido como o dos cursos científico-humanísticos”.

Ciências Informáticas, Hotelaria e Restauração, Áudiovisuais e Produção dos Media, Turismo e Lazer e Comércio são os cursos profissionais nos quais os jovens mais se inscrevem (52,33%), segundo as estatísticas da ANQEP.



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