Governo da Madeira prepara-se para regresso em massa de portugueses da Venezuela

Com o período escolar na Venezuela a terminar no final de julho e a preverem-se novos confrontos nas ruas, após a eleição para a Assembleia Nacional Constituinte marcada à rebelia da oposição, o cenário de um retorno em massa é cada vez mais eminente.

Quatro mil portugueses e lusodescendentes podem abandonar a Venezuela e regressar à Madeira, à medida que se aproxima o final do ano letivo no país e ao clima de instabilidade se intensifica. O Governo madeirense diz que é cedo para se preverem cenários, mas admite que em agosto se possa assistir a um retorno em massa de emigrantes no país e já está a preparar medidas para facilitar a sua integração.

Segundo avança o jornal ‘Público’, a Secretaria Regional dos Assuntos Europeus e Parlamentares já pediu um relatório sobre o regresso de emigrantes da Venezuela. Com o período escolar na Venezuela a terminar no final de julho e a preverem-se novos confrontos nas ruas, após a eleição para a Assembleia Nacional Constituinte (ANC) marcada para 30 de julho pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, à rebelia da oposição, o cenário de um retorno em massa é cada vez mais eminente.

Apesar disso, o secretário regional Sérgio Marques ressalva que qualquer previsão, mesmo a curto prazo, é “muito especulativa”. O Governo da Madeira está focado em encontrar soluções que permitam integrar os emigrantes no arquipélago, o que tem criado pressão nos apoios sociais suportados pelo orçamento regional. Contas oficiais apontam para acréscimos mensais de cem mil euros, entre Segurança Social e subsídios de desemprego, a que acrescem despesas com saúde e a comparticipação de medicamentos.

Em Lisboa, o Governo está a preparar também um plano para a retirada dos emigrantes e lusodescendentes do país caso a situação no país se venha a complicar nos próximos meses. Vários funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros foram, inclusivamente, enviados à Venezuela para aprofundar o conhecimento do terreno e identificar possíveis “portas de saída”.

Na Venezuela, vivem perto de meio milhão de portugueses, 300 mil dos quais da Madeira.



Mais notícias
PUB
PUB
PUB